Ranalli dá sinais de fará mandato com polêmicas
O escrivão da Polícia Federal Rafael Ranalli (PL), eleito vereador de Cuiabá no último domingo (6), ainda não assumiu o cargo, o que deve ocorrer só no dia 1º de fevereiro de 2025, mas já deu sinais de que terá um mandato recheado de polêmicas. Entre suas propostas na Câmara Municipal, está a criação da “Lei do Abate” em âmbito municipal e até mesmo a promessa de ‘dar voz de prisão’ no plenário da Casa a vereadores ligados a facções criminosas.
Rafael Ranalli foi eleito com 3.360 votos, após ter batido na trave em eleições passadas, onde ficou como suplente, assumindo como parlamentar em ocasiões esporádicas, durante períodos de licença dos titulares. Foi justamente neste contexto, neste ano, que ao substituir o deputado estadual Elizeu Nascimento (PL), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que ele propôs o que ficou conhecido como a “Lei do Abate”.
Seu projeto de lei prevê a entrega de uma medalha a policiais que participarem de ocorrências que resultem na morte de criminosos. Conforme o texto da proposta, a comenda será concedida em casos que envolvam a prevenção de crimes de grande impacto social e poderá ser utilizada como recomendação para que o Estado promova o agente. O vereador eleito afirmou que pretende fazer algo semelhante, em Cuiabá.
“Fui eleito sem ter parente na política, sem dinheiro e sem ser do Comando Vermelho. Tem vários faccionados aí que entraram e eu vou pra cima. Serei polêmico, mais do que quando eu fui deputado, quando lancei a “Lei do Abate”, em que a ALMT daria uma medalha para o policial que matasse vagabundo e, pode ter certeza, que, no mínimo, na Câmara vai ter isso também”, disse.
Ranalli, que durante a convenção partidária do PL, mostrou uma arma em sua cintura e se tornou alvo de uma investigação movida pela Polícia Federal, também comentou sobre a suposta existência de vereadores eleitos financiados por facções criminosas. O futuro parlamentar afirmou que soube de alguns possíveis suspeitos e que pretende investigar mais profundamente, não descartando até mesmo prendê-los durante as sessões.
“Vereador que foi eleito com dinheiro de facção tem vários e a gente vai para cima. É só um telefonema ali para a PF e vamos denunciar todo mundo. Temos burburinhos de bastidores da eleição, mas vamos levantar as provas. Vou apurar, porque o policial federal não deixa de ser policial. A gente não aposenta e eles que tomem cuidado e fiquem espertos dentro da Câmara, porque dou voz de prisão lá dentro”, completou.
*Fonte:FolhaMax