A líder da oposição ao ditador Maduro estava escondida há cinco meses
A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, reuniu uma multidão de apoiadores no país nesta quinta-feira, 9. Escondida há cinco meses, ela publicou um vídeo da manifestação contra o regime do ditador Nicolás Maduro nas redes sociais.
“Nós dissemos, hoje nos encontraríamos em todas as ruas da Venezuela e do mundo”, escreveu ela na publicação. “Eu estou aqui, contigo e até o final.” María Corina também discursou no protesto.
A oposição havia convocado previamente os protestos contra a ditadura chavista. Em resposta, o governo coordenou manifestações pró-Maduro e intensificou a repressão. Pelo menos dez críticos foram presos nos últimos dias.
María Corina é acusada de uma série de crimes pelo Ministério Público venezuelano. Em agosto, em um artigo no jornal norte-americano The Wall Street Journal, ela afirmou estar escondida por temer pela própria vida.
Na última terça-feira, 7, María Corina publicou no Twitter/X que a casa de sua mãe, de 84 anos, havia sido cercada pelas forças policiais de Maduro.

González também promete retornar à Venezuela
Aos 75 anos, Edmundo González prometeu retornar a Caracas na próxima sexta-feira, 10, dia da posse presidencial. Ele deixou o país em setembro, para se asilar na Espanha, e visitou uma série de chefes de Estado da América Latina recentemente.
González reivindica a vitória nas eleições de 28 de julho. Ele se tornou o candidato da oposição depois que a ditadura chavista impediu a candidatura de María Corina. Países como Argentina e Uruguai reconhecem o opositor como presidente eleito da Venezuela.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela declarou Maduro como vencedor. No entanto, as atas eleitorais oficiais do pleito jamais foram divulgadas.
*Fonte: Revista Oeste