Desafios e conquistas: secretária Tânia Balbinotti celebra implantação da Residência Médica em Saúde da Família

Assumir a Secretaria Municipal de Saúde de Rondonópolis não foi tarefa simples para Tânia Balbinotti. Encontrando uma realidade crítica com unidades sucateadas, falta de insumos, ausência de planejamento e um déficit financeiro alarmante, a secretária teve que agir rapidamente para reverter o cenário.

“Pegamos uma saúde pública em colapso: unidades com infiltrações, equipamentos quebrados, médicos insuficientes e dívidas acumuladas com fornecedores. Era preciso coragem e planejamento para mudar essa realidade”, relatou Tânia.

Ainda assim, a secretária avançou em projetos estratégicos, como a implantação da Residência Médica em Saúde da Família, que deve começar em março e promete impactar diretamente a atenção básica. A parceria com a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) e o apoio do vereador Dr. José Felipe foram cruciais para tirar o projeto do papel.

“Com a residência, os médicos formados aqui poderão se especializar e permanecer no município, atendendo nossa população e fortalecendo a saúde primária, que é a chave para desafogar as unidades de alta complexidade”, explicou Tânia.

A gestão também atua em medidas emergenciais, como choque de limpeza, compra de insumos e manutenção de equipamentos hospitalares, além de projetos de médio prazo, como a construção de uma nova UPA e a transformação de unidades em Policlínicas 24 horas.

Tânia reforçou que sua prioridade é reconstruir a saúde com transparência e eficiência: “A saúde pública exige comprometimento e planejamento. Estamos trabalhando para transformar desafios em soluções reais para a população.”

Investindo em saúde básica para aliviar a alta complexidade

Tânia acredita que fortalecer a atenção básica é a chave para desafogar unidades de média e alta complexidade, como a UPA e a Santa Casa. Para ela, a Residência Médica será um divisor de águas.

“Nosso maior desafio sempre foi oferecer uma saúde básica que resolva as demandas antes que elas se tornem casos graves. Um paciente que sofre um AVC, por exemplo, não chega nesse estado de um dia para o outro. Isso é reflexo de um acompanhamento ineficaz na atenção primária. Com a residência, temos médicos mais capacitados para atender e prevenir esses casos, promovendo uma saúde mais humanizada e resolutiva”, disse.

Ela acredita que o programa de residência é apenas o início de um ciclo de mudanças na saúde de Rondonópolis. “Estamos olhando para o futuro. A residência em Saúde da Família não é o ponto final. Já estamos discutindo a ampliação para outras especialidades, como pediatria e psiquiatria, que são áreas extremamente carentes em nossa região. Nosso objetivo é criar um sistema de saúde robusto e integrado, que realmente atenda às necessidades da população”, disse.

Por fim, Tânia Balbinotti reforçou seu compromisso com a população, mesmo diante das adversidades. “A saúde pública é desafiadora, especialmente em tempos de crise. Mas desafios não são desculpas para cruzar os braços. Com trabalho em equipe, planejamento e perseverança, conseguimos transformar sonhos em realidade, e a Residência Médica em Saúde da Família é a prova disso”, concluiu.