Corpo de brasileira que caiu em vulcão na Indonésia é resgatado

A ação contou com a participação de sete socorristas e foi considerada complexa; a morte de Juliana Marins foi confirmada na terça-feira 24

O corpo de Juliana Marins, brasileira que sofreu um acidente fatal no vulcão Rinjani, na Indonésia, foi recuperado por equipes de resgate depois de um trabalho complexo em meio a condições adversas.

O resgate contou com sete socorristas, que passaram a noite acampados em diferentes pontos da cratera, para garantir a retirada do corpo nas primeiras horas da manhã.

Durante a operação, quatro integrantes da equipe permaneceram a 600 metros de profundidade, próximos ao local onde Juliana estava, enquanto outros três ficaram a 400 metros, servindo de apoio.

Um dos montanhistas envolvidos registrou parte do trajeto em vídeo, mostrando a dificuldade do percurso enfrentado pelos socorristas.

Causas da morte da brasileira que caiu em vulcão ainda não foram reveladas

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Juliana Marins fazia a trilha no Rinjani, onde aconteceu o acidente, com o apoio de uma empresa de turismo da Indonésia | Foto: reprodução/redes sociais

As causas da morte da brasileira ainda não foram esclarecidas e não há informações sobre o horário exato do óbito. O corpo será submetido à perícia pelas autoridades da Indonésia antes de ser liberado para a família, que acompanha os procedimentos no país asiático.

Juliana, natural de Niterói, no Rio de Janeiro, estava em uma viagem pela Ásia e decidiu trilhar a região do Monte Rinjani, na Ilha de Lombok.

Ela escorregou e caiu de uma ribanceira, despencando cerca de 300 metros, ficando presa em uma área de difícil acesso no vulcão. O acidente aconteceu na sexta-feira 20, e ela permaneceu no local por mais de quatro dias. A morte foi confirmada pela família na terça-feira 24.

O pai de Juliana, Manoel Marins, relatou que encontrou dificuldades para chegar à Indonésia devido ao fechamento do espaço aéreo do Catar, afetado por conflito no Oriente Médio, o que atrasou sua viagem.

Equipes de resgate chegaram a localizar objetos pessoais da brasileira, mas as tentativas de resgate foram prejudicadas pelo clima desfavorável e pelo terreno acidentado, dificultando o acesso ao local do ocorrido.

Local acumula acidentes nos últimos anos

O Parque Nacional do Monte Rinjani, na Indonésia, registra um aumento expressivo de acidentes em suas trilhas, segundo relatório divulgado pelo governo local. Nos últimos cinco anos, 180 pessoas se envolveram em incidentes e oito morreram, incluindo Juliana.

Os dados do Escritório do Parque Nacional indicam crescimento no número de ocorrências. Em 2020, foram 21 acidentes; em 2021, 33; em 2022, 31; em 2023, 35. Por fim, em 2024, o total chegou a 60, quase o dobro do registrado no ano anterior. Entre as vítimas, 44 eram turistas estrangeiros e 136, visitantes locais.

O levantamento aponta ainda o registro de duas mortes em 2020, uma em 2021, uma em 2022, três em 2023 e uma em 2024. O aumento do fluxo de visitantes depois da pandemia contribuiu para a elevação dos riscos, segundo as autoridades.

*Fonte: Revista Oeste