Embaixada dos EUA diz que Bolsonaro é vítima de perseguição: ‘Estamos acompanhando de perto a situação’

Representação diplomática saiu em defesa do ex-presidente

A Embaixada dos Estados Unidos (EUA) no Brasil saiu em defesa de Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira, 9, depois de o presidente Donald Trump manifestar apoio a ele.

“Jair Bolsonaro e sua família têm sido fortes parceiros dos EUA”, informou a representação diplomática. “A perseguição política contra ele, sua família e seus apoiadores é vergonhosa e desrespeita as tradições democráticas do Brasil. Reforçamos a declaração do presidente Trump. Estamos acompanhando de perto a situação. Não comentamos sobre as próximas ações do Departamento de Estado em relação a casos específicos.”

Ontem, Trump mandou um recado ao Brasil. De acordo com o republicano, é necessário que as autoridades “deixem Bolsonaro em paz”. O chefe do Executivo chamou ainda os processos judiciais contra o ex-presidente de “perseguição” e “caça às bruxas”. No dia seguinte, também nas redes, Trump voltou a defender Bolsonaro.

Embaixada dos EUA endossa post de Trump pró-Bolsonaro

Imagem da nova embaixada dos EUA no Brasil, em Brasília
Fachada da futura embaixada dos EUA em Brasília, ainda em construção | Foto: Divulgação/Nova embaixada dos EUA no Brasil, em Brasília

Conforme Trump, o Brasil está fazendo “algo terrível” no tratamento dado ao ex-presidente, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta tentativa de golpe de Estado.

Sem mencionar diretamente as ações judiciais contra Bolsonaro, Trump disse que vai acompanhar de perto o que acontece no Brasil e que o ex-presidente “não é culpado de nada”.

Governo Lula criticou postura norte-americana

Após as manifestações de Trump, membros do alto escalão do governo Lula subiram o tom com os EUA.

A ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, ressaltou que Trump deveria “cuidar dos problemas de seu próprio país” em vez de interferir na “soberania brasileira”.

Além de Gleisi, outros governistas também saíram em defesa de Lula, como o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, e o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias.

*Fonte: Revista Oeste