STF silencia diante da nota da Embaixada dos EUA de apoio a Bolsonaro

Resposta aos norte-americanos deve ficar com a diplomacia brasileira

O Supremo Tribunal Federal (STF) comunicou, nesta quarta-feira, 9, que não vai se manifestar, sobre a nota da Embaixada dos Estados Unidos (EUA) no Brasil em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, réu na Corte por suposta tentativa de golpe.

“Jair Bolsonaro e sua família têm sido fortes parceiros dos EUA”, informou a representação diplomática. “A perseguição política contra ele, sua família e seus apoiadores é vergonhosa e desrespeita as tradições democráticas do Brasil. Reforçamos a declaração do presidente Trump. Estamos acompanhando de perto a situação. Não comentamos sobre as próximas ações do Departamento de Estado em relação a casos específicos.”

Ministros do STF procurados pela imprensa preferiram não comentar.

Dessa forma, a resposta ao governo Donald Trump deve ficar, exclusivamente, a cargo do Itamaraty.

Relações Exteriores chama representante da Embaixada dos EUA no Brasil

O assessor especial da presidência, Celso Amorim (à esq), e o presidente Lula, durante recepção ao presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, no Palácio do Itamaraty - 1/6/2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O assessor especial da Presidência, Celso Amorim (à esq), e o presidente Lula, durante recepção ao presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, no Palácio do Itamaraty – 1/6/2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em virtude da nota, o Itamaraty chamou hoje Gabriel Escobar, encarregado de negócios da representação diplomática no Brasil, para prestar esclarecimentos.

Como os EUA ainda não designaram um embaixador, Escobar responde interinamente por seu país.

A democrata Elizabeth Frawley Bagley, que era a embaixadora, deixou o Brasil poucos dias antes da posse de Trump.

Na ocasião, a interlocutores, Elizabeth disse que não ficaria mais “um minuto sequer”, depois da vitória do republicano.

*Fonte: Revista Oeste