Bomba contra o STF: Silas Malafaia aponta supostas irregularidades de Alexandre de Moraes com base em delações e áudios

O pastor Silas Malafaia publicou, nesta quinta-feira (14), um vídeo nas redes sociais com acusações diretas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No material, Malafaia afirma que há provas documentais e testemunhais que revelariam irregularidades em inquéritos, condenações e prisões ligadas aos eventos de 8 e 9 de janeiro de 2023.

Segundo ele, as informações são baseadas em duas fontes principais: a delação do tenente-coronel Mauro Cid e o testemunho do ex-chefe da Unidade Especial de Combate à Desinformação do TSE, Eduardo Tagliaferro.

De acordo com Malafaia, Mauro Cid teria utilizado as redes sociais da esposa para criticar a própria delação premiada firmada com a Justiça, contrariando cláusulas do acordo. No suposto conteúdo, Cid teria dito que Alexandre de Moraes agiria como “cão de guarda”, sem considerar provas. Também, que o ministro seria protegido pelo STF e que um delegado federal teria tentado induzi-lo a colocar palavras contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para finalizar, Malafaia diz que Mauro Cid alega, neste mesmo conteúdo, que ele nunca teria afirmado que Bolsonaro tentou aplicar um golpe de Estado.

O pastor questiona por que Moraes não teria revogado o acordo, alegando que as denúncias do procurador-geral Paulo Gonet estariam fundamentadas na delação. Segundo Malafaia, a anulação tornaria as provas “inúteis” e colocaria o inquérito “em risco”.

Acusações contra o TSE e STF

Malafaia também citou denúncias atribuídas a Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do TSE. Conforme relatado, Tagliaferro abasteceria assessores de Alexandre de Moraes no STF, incluindo a chefe de gabinete Cristine Kusahara e o juiz auxiliar, com informações sobre alvos políticos. Ele alega que, de acordo com informações repassadas por Tagliaferro, durante e após o 8 de janeiro, 243 pessoas teriam sido presas dentro de prédios públicos sem provas de que tenham praticado atos de depredação e o então ministro da Justiça, Flávio Dino, teria ocultado imagens das invasões.

O pastor mencionou casos de condenações severas, incluindo a influenciadora conhecida como “Débora do Batom”, que teria recebido 14 anos de prisão e um homem condenado a 17 anos por, supostamente, apenas sentar na cadeira de Moraes no STF e proferir críticas.

Malafaia comparou a situação com protestos violentos de anos anteriores — 2006, 2014 e 2017 — em que, segundo ele, não houve prisões ou condenações semelhantes, pois teriam sido cometidos por manifestantes da esquerda.

Operação do dia 9 de janeiro

Malafaia explica que Tagliaferro trouxe a tona as ações realizadas pela justiça um dia após os atos de 8 de janeiro. Ele conta que cerca de 1.929 pessoas que acampavam em frente a quartéis do Exército teriam sido levadas sob pretexto de transporte à rodoviária, mas acabaram conduzidas a um ginásio de esportes.

Segundo as denúncias, conversas entre Tagliaferro e assessores de Moraes no STF, extraídas de mensagens de WhatsApp, teriam servido para classificar os detidos. Quem expressasse apoio a Bolsonaro ou críticas ao STF seria mantido preso; os demais, liberados.

Malafaia afirma que essas trocas de mensagens somariam mais de 6 gigabytes de dados — o equivalente a mais de 600 mil páginas impressas — e que conteriam evidências de perseguição política.

Malafaia concluiu pedindo que senadores apresentem pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes e que a Câmara dos Deputados aprove uma anistia para os condenados dos atos de 8 e 9 de janeiro.