Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo concluem agenda em Washington e defendem sanções a ministros do STF

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo finalizaram nesta semana uma agenda de dois dias na capital dos Estados Unidos, marcada por encontros com autoridades e órgãos da administração norte-americana.

Segundo Paulo Figueiredo, o objetivo das reuniões foi apresentar diretamente a perspectiva sobre a atual conjuntura política brasileira e debater possíveis caminhos para enfrentar a crise institucional no país. “Nosso objetivo foi apresentar, de forma direta, a nossa perspectiva sobre a grave situação política no Brasil e opinar sobre possíveis cursos de ação”, diz o texto publicado em suas redes sociais. Ele destacou que a decisão sobre eventuais medidas cabe exclusivamente ao presidente Donald Trump e aos seus secretários, mas garantiu que percebeu um comprometimento norte-americano em colaborar com a restauração das liberdades no Brasil.

Ainda de acordo com Figueiredo, o nível de diálogo estabelecido em Washington contrasta com a dificuldade que, segundo ele, o atual governo brasileiro teria para se aproximar de autoridades americanas. “A pressão nessa direção está longe de acabar. Aos que amam a liberdade, há muito o que comemorar. Aos tiranos, muito a temer”, declarou.

Em entrevista à BBC News, concedida também na capital norte-americana, Eduardo Bolsonaro reforçou críticas a membros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente ao ministro Alexandre de Moraes. O parlamentar afirmou estar disposto a ir “até as últimas consequências” para retirar Moraes do cargo.

Questionado sobre a possibilidade de sanções impostas pelos Estados Unidos a ministros do STF, Eduardo considerou a medida legítima e citou Moraes como um dos principais alvos. O deputado destacou que vê no governo Trump um aliado para ajudar o Brasil a “restaurar a normalidade democrática”.

Durante a passagem pela capital norte-americana, Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo participaram de reuniões com representantes do governo do presidente dos EUA, Donald Trump.

A articulação de ambos com o governo norte-americano resultou nas recentes sanções impostas pelos EUA a autoridades brasileiras em decorrência de abusos judiciais contra empresas e cidadãos estadunidenses.

O governo Trump também critica a perseguição política deflagrada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.