Mauro Vieira se reúne com chanceler da Venezuela

Encontro ocorreu em Bogotá, em meio à operação militar dos Estados Unidos nas proximidades da costa venezuelana

Na Colômbia para participar da reunião da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, teve tempo de se encontrar com representante de uma ditadura. Nesta quinta-feira, 21, ele realizou reunião com o chanceler da Venezuela, Yván Gil.

O Itamaraty divulgou o encontro entre os dois diplomatas, que ocorreu em Bogotá. Em postagem na rede social X, a chancelaria brasileira afirmou que um dos temas da conversa foi a segurança regional.

“Discutiram a necessidade de solucionar as atuais pendências na relação comercial bilateral”, afirmou a equipe do Ministério das Relações Exteriores. “Os desdobramentos das tarifas dos EUA para o sistema multilateral de comércio e também os atuais desafios em matéria de segurança regional.”

Uma foto em que Vieira e Gil aparecem em clima amistoso, com um de frente para o outro em uma mesa, acompanha a mensagem do Itamaraty.

Vieira está em Bogotá desde o fim da noite desta quarta-feira, 20. O encontro com o chanceler da Venezuela, que representa os interesses da ditadura bolivariana, sob comando de Nicolás Maduro, se deu fora da agenda oficial. A reunião com Gil não consta no site do Ministério das Relações Exteriores.

Mauro Vieira, Venezuela e EUA

À frente do Itamaraty desde o início do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Mauro Vieira demonstra alinhamento diplomático com a Venezuela em meio à escalada de ações dos Estados Unidos contra a ditadura bolivariana.

Nesta semana, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou a posição do governo Donald Trump contra Maduro, a quem chamou de “narcoterrorista”.

Depois da declaração de Karoline, as Forças Armadas dos EUA enviaram três navios de guerra para o sul do Mar do Caribe, região próxima à costa venezuelana. A justificativa é impedir que drogas ilícitas, que saem de países como a Venezuela, cheguem ao território norte-americano.

Deputado pelo Partido Republicano da Flórida, Carlos Gimenez foi enfático ao analisar a situação da Venezuela. “Os dias de Maduro estão contados”, afirmou. O parlamentar ainda aproveitou para lembrar da recompensa. O governo dos EUA promete pagar US$ 50 milhões a quem fornecer informações que ajudem a prender o ditador venezuelano.

*Fonte: Revista Oeste