Investigação quer apurar gabinete paralelo de Alexandre de Moraes
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou, nesta quinta-feira, 28, estar em busca de assinaturas em apoio à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apuração do escândalo conhecido como Vaza Toga. Já há um pedido de investigação semelhante protocolado no Senado.
“As revelações do ex-assessor de Moraes Eduardo Tagliaferro, sobre um gabinete paralelo para perseguir opositores e fazer prisões ilegalmente, são gravíssimas”, escreveu Jordy, que também cita o “silêncio assustador” da imprensa tradicional sobre o assunto. “Esses abusos precisam ser investigados e os responsáveis, punidos!”
Na última quarta-feira, 27, o senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou já ter as 27 assinaturas necessárias para requerer a instalação da comissão, protocolada no último dia 13. Ele prometeu dar entrada no requerimento no mesmo dia.
As revelações do ex-assessor de Moraes, Eduardo Tagliaferro, sobre um gabinete paralelo para perseguir opositores e fazer prisões ilegalmente são gravíssimas. O silêncio da imprensa é assustador. Por isso, estou coletando assinaturas para a CPMI da Vaza Toga. Esses abusos…
— Carlos Jordy (@carlosjordy) August 28, 2025
A proposta da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) abrange os atos do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 2018 e 2025. Diferentemente de uma CPMI, que reúne parlamentares do Senado e Câmara, as ações de uma CPI ficam restritas à Casa Legislativa em que foi instalada.
Vaza Toga 3: o gabinete paralelo de Alexandre de Moraes
Denúncias dos jornalistas Eli Vieira, David Hager e Michael Shellenberger revelaram a criação de uma força-tarefa secreta, comandada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que teria atuado ilegalmente nos bastidores do STF e do TSE, sobretudo depois os atos de 8 de janeiro. Os agentes conscientemente esquematizaram a prisão de indivíduos sem justificativa legal.
Trocas de mensagens mostram que o gabinete paralelo de Moraes atuou em parceria com representantes do Instituto Democracia em Xeque para influenciar diretamente nas eleições de 2022. Diante da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, o grupo comemorou o resultado como uma “vitória contra a desinformação”.