DNA de estuprador foi coletado em bituca de cigarro ao lado de corpo. Amostra biológica foi cruzada com vestígios deixados em outras vítimas
Um homem foi preso nesta sexta-feira (29) suspeito de estuprar e matar Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, cujo corpo foi encontrado no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, no dia 24 de julho. Ele foi identificado como Reyvan da Silva Carvalho. O assassino teve a ordem de prisão temporária decretada pela Justiça, embasada nas diligências da DHPP realizadas em parceria com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para esclarecer o crime.

De acordo com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), exames de DNA confirmaram que o suspeito é o mesmo autor de outros três crimes de estupro e feminicídio registrados em anos anteriores na capital.
Crimes relacionados
A análise genética revelou coincidência com casos já investigados:
- 2020 – estupro e feminicídio no Bairro Parque Ohara;
- 2021 – estupro no Bairro Tijucal;
- 2022 – estupro no Bairro Jardim Leblon.
Segundo a Politec, uma das vítimas já havia denunciado o suspeito anteriormente. O perfil genético dele estava inserido no banco de dados pericial, o que possibilitou a comparação com as amostras coletadas no corpo de Solange e nos outros crimes, confirmando a ligação.
No caso de Solange, o DNA masculino foi encontrado em seu corpo e também em uma bituca de cigarro recolhida na cena do crime. Os laudos foram concluídos e entregues à Polícia Civil na quinta-feira (28).
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) conduz as investigações.
Entenda o caso Solange

Câmeras de segurança da UFMT registraram Solange caminhando pelo campus às 15h20 do dia 23 de julho, um dia antes de ser encontrada morta. O corpo foi localizado em uma área desativada da Associação Atlética Master.
Segundo a Polícia Civil, a vítima tinha diagnóstico de esquizofrenia. Familiares relataram que ela costumava assistir a aulas tanto na UFMT quanto na Univag (Universidade de Várzea Grande), mas não era aluna regular de nenhuma das instituições.
O delegado Bruno Abreu, responsável pelo inquérito, informou que Solange apresentava marcas de violência no pescoço. Um laudo da Politec confirmou que ela foi vítima de violência sexual. Apontando como estuprador em série, o suspeito foi conduzido até a DHPP para ser interrogado, sendo posteriormente encaminhado para audiências de custódia ficando à disposição do Poder Judiciário.
