Medida amplia sanções já adotadas por Washington e pressiona organizações nas negociações de paz
O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Tommy Pigott, anunciou que o governo de Donald Trump vai revogar os vistos de integrantes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestina (AP) antes da próxima Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).
Por meio de suas redes sociais, Pigott argumentou que a decisão segue a legislação norte-americana. O governo afirma que só considerará a OLP e a AP como “parceiros de paz” se rejeitarem “completamente o terrorismo” e abandonarem a busca de reconhecimento unilateral de um “Estado hipotético”.
“Ambas as ações contribuíram materialmente para a recusa do Hamas em libertar seus reféns e para o colapso das negociações de cessar-fogo em Gaza”, diz trecho do comunicado norte-americano.
Com a decisão, autoridades como Mahmoud Abbas, presidente da AP, ficam impedidos de viajar a Nova York para discursar no encontro anual da ONU.
Today the Trump Administration is announcing it will deny and revoke visas from members of the Palestine Liberation Organization (PLO) and the Palestinian Authority (PA) ahead of the upcoming UN General Assembly per U.S. law.
— Tommy Pigott (@StateDeputySpox) August 29, 2025
Before we take them seriously as partners in…
EUA já haviam aplicado sanções contra OLP e AP
Em julho, a Casa Branca já havia anunciado sanções às duas organizações. A decisão foi uma resposta à política conhecida como pay-to-slay, que paga salários às famílias de terroristas envolvidos em ataques contra israelenses.
O governo norte-americano, na ocasião, justificou a medida com base em duas legislações. São elas o Ato de Cumprimento dos Compromissos da OLP de 1989 e o Ato dos Compromissos pela Paz no Oriente Médio de 2002.
“A OLP e a Autoridade Palestina estão promovendo iniciativas contrárias às resoluções 242 e 338 do Conselho de Segurança, internacionalizando o conflito com Israel por meio de ações em tribunais como o TPI e a CIJ”, escreveu o Departamento de Estado.
Gideon Saar, ministro de Relações Exteriores de Israel, reagiu nesta sexta-feira, 29, e agradeceu aos EUA pela decisão contra as autoridades palestinas. O anúncio ocorre um mês antes da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas.
*Fonte: Revista Oeste