Reforço militar norte-americano ocorre depois de recompensa por Nicolás Maduro subir para US$ 50 milhões
O governo dos Estados Unidos ampliou a presença militar no Mar do Caribe e deslocou um novo navio de guerra para próximo da Venezuela. A embarcação, um cruzador com capacidade de defesa aérea e lançamento de mísseis de longo alcance, cruzou o Canal do Panamá na noite de sexta-feira 29, vindo do Pacífico.
A operação reforça a frota norte-americana que patrulha a região em combate ao narcotráfico. Ao todo, o efetivo soma sete navios de guerra, um submarino nuclear e cerca de 4,5 mil militares entre marinheiros e fuzileiros navais.
Segundo a Casa Branca, a mobilização mira o desmantelamento de cartéis e grupos terroristas que operam na América Latina. Stephen Miller, assessor sênior do presidente Donald Trump, declarou que o objetivo da missão é neutralizar organizações criminosas no hemisfério.
Nesse sentido, Trump autorizou o Pentágono a empregar força contra essas redes em países estrangeiros, embora o plano de ação ainda não tenha sido divulgado.
Em meio ao avanço naval, cresce a especulação sobre uma possível ofensiva contra a ditadura de Nicolás Maduro. Washington classificou o regime venezuelano como uma organização narcoterrorista e dobrou a recompensa pela captura do líder chavista, agora em US$ 50 milhões.
Venezuela mobiliza tropas e milícias
A movimentação norte-americana provocou resposta imediata em Caracas. Maduro intensificou o patrulhamento na fronteira com a Colômbia e ordenou alistamentos militares em várias regiões do país. Ele também percorreu bases e convocou a população a integrar milícias bolivarianas.
O regime tenta explorar o momento para fortalecer o apoio interno, ao mesmo tempo em que se prepara para um eventual confronto.
Desde o início da operação, os Estados Unidos evitam falar em intervenção direta. Ainda assim, a escalada militar reforça o clima de tensão e coloca a Venezuela no centro da disputa geopolítica do continente.
*Fonte: Revista Oeste