Operação dos Estados Unidos contra o narcotráfico mira regime de Nicolás Maduro
Os Estados Unidos decidiram reforçar sua presença militar no Caribe com o envio de dez caças F-35 para a Base Aérea de Porto Rico. Segundo os norte-americanos, o objetivo é intensificar as operações contra grupos narcoterroristas na região, especialmente os ligados ao regime de Nicolás Maduro.
A movimentação amplia a pressão sobre Caracas. Ela ocorre no mesmo período em que dois aviões militares venezuelanos sobrevoaram um navio dos EUA em águas internacionais.
Como resultado, o Pentágono classificou a ação como “altamente provocativa”. A Casa Branca acusou a ditadura chavista de tentar sabotar operações contra o tráfico de drogas e o terrorismo.
Com os F-35, a estrutura militar norte-americana no sul do Caribe passa a contar com pelo menos sete navios de guerra, um submarino nuclear de ataque rápido e aeronaves de inteligência. Fontes do Departamento de Defesa estimam que os jatos devem chegar à base até o final da próxima semana.
Trump intensifica campanha contra Maduro
Na terça-feira 2, os EUA bombardearam uma embarcação que transportava drogas partindo da Venezuela. Conforme Washington, a ação resultou na destruição do alvo e na morte de 11 terroristas. O veículo pertencia ao cartel Tren de Aragua.
Em declaração pública, Trump atribuiu a Maduro o controle direto da facção venezuelana. Ele acusou o chavista de comandar uma estrutura criminosa envolvida em assassinatos em massa, tráfico sexual, drogas e ações violentas em território norte-americano.
Além do Tren de Aragua, Maduro é acusado de liderar outra organização envolvida com o narcotráfico: o chamado Cartel de los Soles.
Especialistas indicam que o grupo não funciona como uma estrutura centralizada, mas como uma rede composta por militares e agentes do regime. Nesse sentido, eles operam com relativa autonomia e compartilham lucros e proteção política.
O Pentágono divulgou um comunicado nesta sexta-feira, 5, alertando que o “cartel que controla a Venezuela” está sob forte advertência. Segundo o texto, qualquer tentativa de interferir nas operações militares dos EUA será tratada como ameaça direta.
*Fonte: Revista Oeste