Nikolas Ferreira reage a extremistas que comemoraram a morte de opositores políticos

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) denunciou, nesta sexta-feira (12), uma série de manifestações de ódio publicadas nas redes sociais após o assassinato do ativista conservador norte-americano Charlie Kirk, aliado do presidente Donald Trump. Em suas postagens, o parlamentar destacou casos de profissionais que celebraram a morte do líder conservador ou que chegaram a pedir a morte de opositores políticos, incluindo ele próprio.

Segundo Nikolas, “tais atitudes não podem passar impunes”. O parlamentar anunciou que vai protocolar representações em conselhos de classe e cobrar responsabilização judicial contra os autores das publicações.

Entre os casos expostos, está o do neurocirurgião Ricardo Barbosa, que atua na Rede D’Or e na Unimed, em Recife (PE). O médico elogiou a mira do assassino de Charlie Kirk. Para Nikolas, o gesto representa violação da ética médica e será denunciado ao Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (CRM-PE), com base na Resolução CFM nº 2.217/2018.

“Neurocirurgião de Recife comemorando a morte de um pai inocente. Imagina deixar sua vida nas mãos desse médico? O que ele seria capaz de fazer se descobrisse que o paciente é de direita?”, questionou Nikolas.

Em nota, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) disse ter recebido a denúncia e que, a partir dela, deve seguir o rito processual previsto para a devida apuração do caso. Ainda de acordo com a nota, todas as sindicâncias instauradas pela autarquia tramitam em sigilo processual, com o objetivo de preservar a lisura e a efetividade da investigação, conforme as diretrizes do Código de Processo Ético-Profissional, estabelecidas pela Resolução CFM nº 2.306/2022.

Outro caso é o do designer Victor Oliveira, de Belém (PA), que afirmou nas redes sociais que o parlamentar “precisava ser assassinado”. Após a repercussão, ele foi demitido da empresa Volpemidia.

Já a stylist da revista Vogue Brasil, Zazá Pecego, compartilhou um story com a frase em inglês: “I love when fascists die in agony” (“eu amo quando fascistas morrem agonizando”, em tradução livre). O deputado questionou se a publicação era de conhecimento da revista e cobrou uma posição da empresa. Com as críticas, Zazá Pecego trancou seu perfil no Instagram.

Nikolas também mencionou o caso de Pedro Oliveira, conhecido como Pedro Bala, integrante do programa Next Generation of Lawyers da startup Civics Educação. O estudante escreveu em comentário que o parlamentar deveria ser o próximo a morrer, após o assassinato de Kirk. A empresa anunciou a demissão do jovem, declarando que não tolera incitação à violência.

Além das manifestações nas redes sociais, a Polícia Civil do Espírito Santo prendeu em flagrante, na quinta-feira (11), o estudante Adalto Gaigher, do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Adalto Gaigher Foto: Reprodução

Ele publicou no X (antigo Twitter): “Nikolas, eu vou te matar a tiros”. O parlamentar reagiu com ironia, postando um “joinha” em seus stories após a prisão do autor da ameaça.

Os episódios ocorreram logo após o assassinato de Charlie Kirk, nos Estados Unidos, durante um debate em uma universidade de Utah, na quarta-feira (10). Kirk era uma das principais vozes conservadoras do país, conhecido por sua proximidade com Trump e pela defesa de pautas alinhadas à direita.

Para Nikolas Ferreira, a escalada de ódio contra conservadores é um sinal de alerta e precisa ser combatida não apenas com repúdio, mas com responsabilização ética, criminal e judicial. O deputado reforçou que seguirá denunciando os casos e cobrando providências das autoridades competentes.