Vereador de Água Boa é indiciado por agressão grave em briga durante Expo Vale

O inquérito que investigava a briga ocorrida no último dia da Expo Vale, em Água Boa (MT), foi concluído pela Polícia Civil e resultou no indiciamento de quatro pessoas pelo crime de lesão corporal de natureza grave. Entre os indiciados está o vereador Rodrigo Rosa Fidelis (União Brasil), de 33 anos, que, segundo as investigações, teria incentivado amigos a agredirem uma das vítimas durante o evento.

A confusão aconteceu no dia 4 de julho de 2025, por volta das 4h da manhã, durante o show da dupla sertaneja Hugo e Guilherme. De acordo com o delegado Bruno Gomes Borges, responsável pelo caso, a briga teve origem em um desentendimento antigo entre alguns dos envolvidos, aliado ao consumo de bebida alcoólica. O desentendimento evoluiu para agressões físicas no parque de exposições.

“A vítima sofreu um golpe que a deixou inconsciente. Após atendimento médico, foram constatados traumas no maxilar e nos ombros, que exigirão procedimento cirúrgico e longo tratamento. A gravidade das lesões levou ao indiciamento dos envolvidos, que podem pegar até oito anos de prisão”, explicou o delegado.

Ele ainda destacou que as investigações individualizaram a conduta de cada um dos envolvidos, seja instigando ou participando diretamente das agressões. “As investigações foram empenhadas com bastante cautela, bastante diligência, e agora será entregue ao Poder Judiciário para que a ação penal seja promovida. Ao final, a gente espera que a repressão, a sanção penal seja aplicada, tanto para fazer valer a lei penal, e também de forma pedagógica. Deixar claro que esse tipo de situação não pode acontecer aqui no município, sobretudo envolvendo pessoas que devem dar exemplo, e também manter a rigidez e o bom nome aqui dessa festa cultural do município de Água Boa”, afirmou o delegado.

Rodrigo Rosa Fidelis é formado em odontologia e ingressou na política em 2024. Seu indiciamento, segundo a Polícia Civil, decorre de sua participação em um ato de violência que repercutiu negativamente em todo o município. Agora, caberá ao Ministério Público avaliar o caso e promover a ação penal, para que a Justiça defina a responsabilidade de cada um dos envolvidos.