Operação no Amazonas apreende 400 kg de drogas

Ação conjunta entre FAB, PF e forças locais intercepta aeronave e entorpecentes em área rural

Uma ação conjunta da Força Aérea Brasileira (FAB), da Polícia Federal (PF), do Grupo Especial de Fronteira de Mato Grosso (Gefron/MT) e da Companhia de Operações Especiais da Polícia Militar do Amazonas (PM/AM) frustrou mais uma tentativa do narcotráfico na região Norte do país entre os dias 24 e 25 de setembro.

Caças A-29 Super Tucano da FAB atuaram no suporte à operação, enquanto equipes de segurança se deslocaram até o ponto de interesse. Com a chegada das forças policiais, criminosos abandonaram uma pista de pouso clandestina que servia principalmente como entreposto de armazenamento e transporte de entorpecentes. 

Operação usa helicóptero de resgate  

Na fuga, os traficantes deixaram uma aeronave e 13 fardos de drogas, somando assim cerca de 400 quilos de cocaína e skunk (variedade de maconha). O material estava em uma área rural próxima ao município de Urucará (AM). Para a remoção da carga apreendida, a FAB usou um helicóptero H-60 Black Hawk. 

A operação reforça a integração entre as Forças Armadas e órgãos de segurança pública no combate ao tráfico, especialmente em áreas estratégicas próximas às fronteiras. A ação também demonstra a importância da vigilância sobre o espaço aéreo brasileiro e das medidas de bloqueio ao crime organizado transnacional.

Nos últimos anos, as fronteiras do Brasil registram apreensões recorrentes e de grande porte. Em Mato Grosso, operações conjuntas já resultaram na interceptação de aeronaves carregadas de cocaína vindas principalmente da Bolívia. No Acre e no Amazonas, rotas fluviais também vêm sendo utilizadas pelo narcotráfico para o envio de drogas em embarcações adaptadas. 

Somente em 2024, a Polícia Federal e a FAB registraram dezenas de ocorrências envolvendo tentativas de entrada de drogas por via aérea e terrestre, consolidando a região amazônica como uma das principais frentes de enfrentamento ao tráfico internacional.

*Fonte: Revista Oeste