Solicitações chegaram a 565 entre abril e junho deste ano, contra 429 no mesmo período de 2024
O agronegócio brasileiro registrou no segundo trimestre de 2025 um aumento expressivo nas solicitações de recuperação judicial. Foram 565 pedidos entre abril e junho, número 31,7% maior do que o apurado no mesmo período de 2024, quando haviam sido contabilizados 429 processos, segundo dados do Indicador de Recuperação Judicial Agro da Serasa Experian.
Pela primeira vez desde o fim de 2023, os produtores que atuam como pessoa jurídica superaram os que trabalham como pessoa física em volume de pedidos. Esse grupo respondeu por 243 solicitações — quase o dobro das 121 registradas um ano antes. A maioria veio de sojicultores, com 192 registros, seguidos pelos criadores de bovinos, com 26.
Já os produtores que ingressaram como pessoa física protocolaram 220 pedidos, pouco acima dos 214 do segundo trimestre de 2024. Dentro desse universo, os grandes proprietários foram os mais afetados, com 55 solicitações; seguidos por médios, com 43; e pequenos, com 39. Arrendatários e grupos familiares também tiveram participação relevante, com 83 pedidos.
O movimento também atingiu empresas ligadas à cadeia do agro. Foram 102 solicitações de recuperação, o maior patamar dos últimos trimestres e acima das 94 registradas no mesmo período do ano anterior. As companhias de processamento de derivados agrícolas, como etanol, açúcar, óleo e farelo de soja, lideraram com 32 registros, seguido das indústrias de transformação primária, com 22.
O levantamento considera processos de recuperação judicial protocolados nos tribunais de todos os estados e abrange produtores de diferentes portes, pessoas físicas e jurídicas, além de empresas cuja atividade principal esteja vinculada à cadeia agro.
*Fonte: PlenoNews