Vereadora quer que cidade investigue adulteração e bebidas que causam intoxicações e mortes
Com a preocupação crescente em relação à adulteração de bebidas alcoólicas com metanol, a Câmara Municipal de São Paulo recebeu nesta quinta-feira, 2, um pedido formal para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dedicada ao tema.
Proposto pela vereadora Zoe Martinez (PL), o requerimento sugere a instalação da CPI do Metanol. O objetivo é apurar a realização de práticas ilegais em bares, restaurantes e casas noturnas da capital. Além disso, pretende identificar os responsáveis pela venda de produtos contaminados.
Aumento de casos e foco na fiscalização
No documento, a parlamentar destaca que a iniciativa surge diante do “aumento alarmante” de mortes associadas ao consumo de bebidas adulteradas. Também destaca a urgência em ampliar a fiscalização dos estabelecimentos.
Além disso, a proposta prevê ouvir vítimas de intoxicação e pessoas suspeitas de envolvimento nas adulterações. O objetivo é aprofundar o entendimento sobre a rede de comercialização irregular.
Medidas do governo e números da crise do metanol
O governo paulista, por sua vez, já anunciou que pretende fechar estabelecimentos comprovadamente envolvidos na venda de bebidas com metanol. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) solicitou à Secretaria da Fazenda a abertura de investigações e defendeu o fechamento dos locais como medida de advertência.
Até agora, a Vigilância Sanitária interditou sete estabelecimentos, tanto na capital quanto na Região Metropolitana. Os locais, supostamente, comercializaram bebidas alcoólicas com a adição de metanol.
Segundo o boletim mais recente da Secretaria Estadual de Saúde, a pasta registrou 37 casos de intoxicação por metanol. Entre esses, dez foram confirmados, enquanto cinco mortes ainda seguem em investigação.
*Fonte: Revista Oeste
