Carlos Bolsonaro critica Lula por recusa a classificar PCC como terrorista

‘Lula e o sistema são contra incluir a ‘sopinha de letrinhas’ entre os grupos terroristas que matam mulheres. Relaxa, é tudo coincidência’, escreveu o vereador do RJ

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL-RJ), usou as redes sociais, neste sábado, 4, para criticar a base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e o próprio presidente. O comentário do liberal afirma que a gestão é contra a classificação do grupo do crime organizado Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas.

“A Al Qaeda tem negócios no Brasil, assim como o PCC tem forte influência no mercado financeiro nacional”, explica Bolsonaro. “E Lula e o sistema são contra incluir a ‘sopinha de letrinhas’ entre os grupos terroristas que matam mulheres, opositores políticos, homossexuais, etc. Relaxa, é tudo só coincidência — e as consequências nunca chegarão até você!”

O texto acompanha uma foto de uma outra publicação, do jornalista Allan dos Santos. Ao indagar a Inteligência Artificial (IA) do X, Grok, sobre a existência de uma empresa ativa da Al Qaeda no Brasil, a IA responde que positivamente.

“Sim, a empresa Enterprise Comércio de Móveis e Intermediação de Negócios Ltda (CNPJ 35.116.112/0001-97) está ativa no Brasil, sediada em Guarulhos (SP), atuando em comércio de móveis”, responde o Grok. “Ela consta na lista SDN do OFAC [Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, em inglês] desde 2021, designada como parte de uma rede de apoio à Al-Qaeda, ligada a Ahmad Al-Khatib. Fontes: Tesouro dos EUA e Receita Federal.”

O projeto a que Carlos Bolsonaro se refere

Anistia Fachada do Congresso Nacional, que abriga a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, em Brasília (DF)
Fachada do Congresso Nacional, que abriga a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, em Brasília (DF) | Foto: Divulgação/ Senado Federal

O debate sobre a classificação de facções criminosas como organizações terroristas ganhou destaque na política brasileira. Deputado licenciado, Guilherme Derrite (PP), que também é secretário de Segurança Pública de São Paulo, relata o projeto de lei na Câmara dos Deputados e defende mudanças que podem endurecer as punições para grupos como o PCC e o Comando Vermelho.

Depois de solicitar a relatoria do projeto ao deputado Nikolas Ferreira (PL), Derrite assumiu a análise da proposta na Casa. O texto prevê que organizações do narcotráfico passem a ser como terroristas, com impacto direto nas penas aplicadas aos envolvidos.

Derrite explicou que a iniciativa busca “encarecer o custo do crime no Brasil”. “Esse projeto é importantíssimo porque encara a realidade”, afirmou. “O crime organizado há muito tempo atua com práticas terroristas e precisa ser tratado como tal.”

*Fonte: Revista Oeste