Câmara vai decretar perda de mandato e empossar suplente

Cassação do parlamentar foi mantida pelo TRE-MT e cabe ao Legislativo oficializar

Com a publicação do acórdão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso (TRE-MT) que rejeitou, por unanimidade os embargos de declaração da defesa do vereador de Rondonópolis, Ary Campos (PT), e o manteve cassado por envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho (CV), a expectativa é de que a Câmara de Rondonópolis oficialize a perda do mandato do parlamentar na sessão desta quarta-feira (8). 

O legislador teve o mandato cassado pelo juiz Francisco Rogério Barros, da 10ª Zona Eleitoral, por supostas ligações com a facção criminosa Comando Vermelho. Entretanto, por não haver decisão colegiada da segunda instância do TRE-MT, o parlamentar continuou no cargo. 

Agora, uma recontagem de votos deverá ser realizada, enquanto isso, o primeiro suplente Wendell Girotto (PT) deverá ser convocado para ocupar a vaga. A denúncia revela que membros do CV teriam coagido lojistas a pedir votos para o candidato nas eleições de 2024. Ary, que é advogado por formação, foi eleito com 1.960 votos. 

Em setembro de 2024, o parlamentar petista chegou a ser preso durante a campanha eleitoral. Ele era acusado de ter usado o dinheiro da facção criminosa para se promover politicamente. O petista sempre negou as acusações e alegou inocência. No entanto, os argumentos não foram suficientes para os membros do TRE-MT, que sob a relatoria do juiz Rapahel de Freitas Arantes, decidiram rejeitar os embargos da defesa no dia 1º de outubro.

A defesa do petista ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No começo do mês, o assessor parlamentar João Paulo Lopes da Cruz, lotado no gabinete do petista, preso apontado como uma das principais lideranças do grupo criminoso investigado na Operação Eclipse. 

A operação desvendou um sofisticado esquema de lavagem de capitais operado pela facção criminosa atuante na cidade de Água Boa, com ramificações em Rondonópolis e Barra do Garças. O pedido de exoneração foi solicitado pelo próprio vereador após tomar conhecimento da investigação.

*Fonte: FolhaMax