Membros do Ministério Público de 17 Estados norte-americanos criticam as políticas ambientais infundadas da ONU
Integrantes do Ministério Público de 17 Estados dos EUA pediram oficialmente que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não participe da COP30, evento climático das Nações Unidas (ONU) previsto para ocorrer em Belém, no Pará.
Os 17 procuradores que assinam o pedido afirmam que a eventual participação norte-americana no encontro poderia ser vista como apoio a iniciativas ambientais infundadas que colidem com a política energética defendida por Trump.
Encabeçada pelo procurador-chefe do Ministério Público da Virgínia Ocidental, John McCuskey, a iniciativa também tem o apoio dos procuradores-gerais do Alabama, Arkansas, Flórida, Geórgia, Idaho, Iowa, Kansas, Louisiana, Missouri, Montana, Nebraska, Oklahoma, Carolina do Sul, Dakota do Sul, Texas e Wyoming. Os 17 assinam a carta enviada a Trump.
O documento foi encaminhado ao secretário do Interior, Doug Burgum, ao secretário de Energia, Chris Wright, e ao chefe da Agência de Proteção Ambiental, Lee Zeldin.
COP30 se dissemina “políticas ambientais infundadas”, dizem procuradores dos EUA
Conforme McCuskey, os EUA precisam rejeitar as políticas contra as fontes tradicionais de energia promovidas pela COP. “Agora, mais do que nunca, os Estados Unidos precisam tomar uma posição firme contra as políticas anticarvão, antigás e antipetróleo que a COP promove — políticas impulsionadas por atores adversos e apoiadas por uma teoria climática frequentemente contestada”, escreveram os procuradores na carta. “Se os Estados Unidos participarem da COP-30, isso servirá apenas para legitimar essa ciência e políticas infundadas.”
WV Attorney General JB McCuskey is leading a coalition of 17 states, calling on the Trump Administration to continue putting America first by declining to participate in the upcoming UN's Climate Change Conference, or COP-30. pic.twitter.com/lZChpat7FI
— WV Attorney General (@WestVirginiaAG) October 23, 2025
Na carta, os procuradores afirmam que as iniciativas políticas da COP desconsideram as realidades da geração de energia renovável e explicam que a energia solar e eólica apresentam problemas significativos de confiabilidade e são mais caras do que as fontes de energia tradicionais.
Os procuradores-gerais destacaram que as propostas de financiamento climático da COP buscam exigir que o povo norte-americano pague bilhões de dólares para financiar os objetivos globais e controversos da ONU.
*Fonte: Revista Oeste