Venezuela diz ter capturado ‘mercenários’ ligados à CIA

Regime de Nicolás Maduro fala em ataque iminente; navio norte-americano atraca em Trinidad e Tobago

O regime de Nicolás Maduro anunciou neste domingo, 26, a captura de supostos “mercenários” ligados à Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos. Caracas não revelou quantos teriam sido presos, nem quando a operação ocorreu. A ditadura chavista classificou o grupo como parte de um complô internacional.

A denúncia surgiu no mesmo dia em que os EUA iniciaram exercícios militares conjuntos com Trinidad e Tobago, país insular vizinho da Venezuela. Para o regime de Maduro, a movimentação norte-americana representa uma provocação militar.

destróier USS Gravely, equipado com lançadores de mísseis, atracou no arquipélago trinitário. O governo local justificou a visita como parte de uma cooperação regional para combater o crime organizado e reforçar ações humanitárias. Em nota, destacou a “relação histórica” com o povo venezuelano.

Caracas reagiu com hostilidade. Nesse sentido, afirmou que os EUA preparam um “ataque de falsa bandeira”, com base em águas próximas a Trinidad ou até mesmo a partir do território trinitário. Segundo o comunicado oficial, o objetivo seria criar um conflito militar direto com a Venezuela.

Venezuela afirma que os EUA podem incluir a Colômbia em suas operações militares

A ditadura chavista acusa a primeira-ministra Kamla Persad-Bissessar de entregar a soberania de Trinidad ao converter o país em “porta-aviões dos EUA”. A acusação inclui a Colômbia como alvo de uma possível ação norte-americana.

Na quinta-feira 23, Gustavo Petro classificou os operadores de barcos usados pelo tráfico de drogas como “trabalhadores”. “Eles são ‘trabalhadores’ do tráfico de drogas”, disse. “Assim como há agricultores que acabam sendo abastecidos com insumos por meio de folhas de coca em troca de dinheiro e por causa da pobreza.”

O avanço da frota dos EUA já deixou 43 mortos em bombardeios a embarcações ligadas ao narcotráfico. A contagem é da Agence France-Presse, com base em dados oficiais.

*Fonte: Revista Oeste