Países mobilizam ajuda emergencial enquanto ilhas tentam se reerguer após a passagem da tempestade
O furacão Melissa devastou o Caribe com ventos próximos de 300 km/h e deixou ao menos 30 mortos. Classificado como categoria 5, o fenômeno atingiu a Jamaica na terça-feira 28 e se tornou uma das tempestades mais intensas já registradas no Atlântico, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
O primeiro-ministro Andrew Holness decretou estado de calamidade pública e confirmou danos graves à infraestrutura. Mais de 70% do país ficou sem energia, e centenas de comunidades permanecem isoladas. As equipes de resgate encontraram quatro corpos na região de St. Elizabeth. Elas ainda buscam desaparecidos nesta quinta-feira, 30.
Furacão Melissa também afeta outros países
A tempestade também atingiu Cuba, Haiti e Bahamas. Em Cuba, 735 mil pessoas foram retiradas de áreas de risco, enquanto o presidente Miguel Díaz-Canel relatou “danos significativos”. No Haiti, a Defesa Civil registrou 23 mortos e 13 desaparecidos, a maioria em Petit-Goâve, depois do transbordamento de um rio.
Small taste of #Hurricane #MELISSA on SW coast of #Jamaica, just as we started getting raked by violent right eyewall. Belive it or not, this was before the peak conditions, when everything turned white, the screaming sound became unbearable, & we needed to bolt the door shut. pic.twitter.com/PrxFUVkECU
— Josh Morgerman (@iCyclone) October 30, 2025
Governos e organizações internacionais iniciaram operações de socorro. Os Estados Unidos enviaram equipes de busca e suprimentos; o Reino Unido liberou £ 2,5 milhões em fundos emergenciais; e a China despachou kits de ajuda humanitária.
A Jamaica também lançou um site para centralizar informações sobre abrigos e áreas isoladas, enquanto a região tenta se recuperar do que a OMM chamou de “a tempestade do século”.
*Fonte: Revista Oeste