Faccionado também é fundador do Primeiro Comando do Maranhão; ele estava foragido há três anos, beneficiado por ‘saidinha’
Depois de passar três anos foragido, Josué Santos da Silva, conhecido como “Gaspar”, um criminoso faccionado do Maranhão, foi preso em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, nesta quinta-feira, 30. Gaspar é um dos fundadores da facção criminosa PCM (Primeiro Comando do Maranhão) e líder do Comando Vermelho no Maranhão.
A captura foi coordenada pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado de São Paulo (DCCO/SEIC), que cumpriu mandado de prisão expedido pela Justiça do Maranhão.
Condenado a mais de 40 anos de prisão, ele saiu da cadeia pela porta da frente, para a “saidinha” do Dia das Crianças, e nunca mais voltou.
Ficha criminal do faccionado do Maranhão

Considerado uma das lideranças mais influentes do Primeiro Comando do Maranhão, Gaspar responde a mais de 18 processos, por crimes como homicídio, tráfico de drogas, associação criminosa, porte ilegal de arma e roubo. Suas condenações ultrapassam 40 anos de prisão.
Ele foi preso em flagrante em março de 2012, no município de Santa Rita, e, em 2013, transferido para a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS) ao lado de outros detentos de alta periculosidade.
Investigações da Polícia Civil indicam que, ao reforçar a aliança entre o PCM e o CV, Gaspar ganhou espaço na hierarquia do Comando Vermelho e assumiu funções estratégicas na organização criminosa no Maranhão.
Entre as sentenças, foi condenado a 21 anos e 10 meses de reclusão por liderar uma organização criminosa armada na Cidade Olímpica e por tráfico de drogas e associação ao tráfico.
Mesmo recluso, a Justiça destacou que Gaspar continuava exercendo influência sobre o tráfico e presidindo o chamado “tribunal do crime”. A operação que resultou na prisão contou com apoio do SIG, GOE e unidades da Delegacia Seccional de Taboão da Serra. Gaspar será transferido de volta ao sistema prisional do Maranhão para cumprir o restante da pena, fixada em 40 anos, 3 meses e 14 dias de reclusão.
*Fonte: Revista Oeste