Mais de 40 mortos em operação tinham mandado de prisão, afirma governo do RJ

Cerca de cem criminosos já foram identificados; cerca de 80 deles tinham antecedentes criminais

O governo estadual do Rio de Janeiro divulgou, na manhã desta sexta-feira, 31, parte da lista de suspeitos mortos na operação realizada na terça-feira 28 nos complexos da Penha e do Alemão.

De acordo com as forças de segurança, 99 suspeitos já foram identificados. Entre eles, 78 tinham antecedentes criminais, e 42 possuíam mandado de prisão em aberto.

Entre os mortos, segundo a polícia, estão lideranças do Comando Vermelho de outros Estados, como:

  • PP, chefe do tráfico do Pará;
  • Chico Rato e Gringo, chefes do tráfico em Manaus (AM);
  • Mazola, chefe do tráfico em Feira de Santana (BA);
  • DG e FB, chefes do tráfico na Bahia;
  • Fernando Henrique dos Santos, chefe do tráfico em Goiás;
  • Rodinha, chefe do tráfico em Goiânia (GO); e
  • Russo, chefe do tráfico em Vitória (ES).

O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, afirmou que as ordens e as diretrizes do Comando Vermelho para os Estados onde a facção atua partem dos complexos da Penha e do Alemão, considerados o centro de comando nacional da organização.

IML identifica a maioria dos mortos em operação no Rio de Janeiro

Membros da unidade especial da Polícia Militar detêm suspeitos de tráfico de drogas durante uma operação policial contra o narcotráfico na favela da Penha, no Rio de Janeiro, Brasil, em 28 de outubro de 2025 | Foto: Aline Massuca/Reuters

O Instituto Médico-Legal (IML) do Rio de Janeiro confirmou a identificação de cem das 121 pessoas mortas durante a Operação Contenção. Sessenta corpos já foram liberados para enterro ou cremação, enquanto os laudos completos devem ser divulgados em um prazo de dez a 15 dias úteis.

Nesta quinta-feira, 30, o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) acompanhou a liberação dos corpos no IML Afrânio Peixoto. A equipe realizou perícia independente e prestou atendimento às famílias, conforme determinações da Corte Interamericana de Direitos Humanos e do Supremo Tribunal Federal.

O MPRJ conduziu perícia técnica desde o recebimento dos corpos, garantindo independência no procedimento e fiscalização rigorosa da liberação das pessoas mortas na Operação Contenção.

*Fonte: Revista Oeste