Salvador autoriza uso da Bíblia como material paradidático em escolas

A lei sancionada pelo prefeito Bruno Reis reconhece os méritos cultural, histórico, geográfico e arqueológico do livro sagrado

O prefeito de Salvador (BA), Bruno Reis (União Brasil), sancionou, na última quarta-feira, 12, uma lei que permite o uso da Bíblia como material paradidático nas redes de ensino públicas e privadas.

Conforme publicado no Diário Oficial da capital baiana, o objetivo é promover o estudo da Bíblia sob perspectivas culturais, históricas, geográficas e arqueológicas. O livro sagrado também poderá servir como apoio em práticas pedagógicas em escolas de Salvador.

A execução da nova lei ficará a cargo do orçamento municipal, com a possibilidade de reforço financeiro, caso haja necessidade. O documento recebeu a assinatura do prefeito, do secretário de Educação, Thiago Martins, e do secretário de Governo, Carlos Felipe Vazquez.

A Bíblia é o livro mais vendido e lido do mundo | Foto: Reprodução/Freepik
Bíblia é o livro mais vendido e lido do mundo | Foto: Reprodução/Freepik

Florianópolis também aprovou permissão para uso da Bíblia em escolas

Também na última quarta-feira, a Câmara Municipal de Florianópolis (SC) aprovou a utilização da Bíblia como material paradidático em escolas. O Projeto de Lei n° 19.436 de 2025, proposto pelo vereador João Padilha (PL-SC), recebeu o aval da maioria dos parlamentares e aguarda a decisão do prefeito Topazio Neto (PSD) para entrar em vigor.

A intenção da medida é ampliar o escopo do conhecimento escolar, explicou Padilha. “A inclusão dessas leituras visa a fornecer um contexto mais amplo e enriquecer a experiência educacional, oferecendo insights valiosos sobre eventos históricos, referências geográficas e práticas culturais”, diz a proposta do vereador.

“A Bíblia é uma obra que transcende o aspecto religioso”, destaca a proposta. “Ela reúne registros históricos, geográficos e literários que ajudam a compreender o desenvolvimento das civilizações e das ideias éticas e sociais ao longo do tempo.”

*Fonte: Revista Oeste