Em meio a uma disputa acirrada no mercado, acordo entre as plataformas amplia possibilidades de acessos a serviços
A integração entre Uber e iFood marca uma nova etapa na disputa pelo mercado brasileiro de delivery. Nesta segunda-feira, 17, as duas empresas começaram a unir seus serviços. O objetivo é principalmente ampliar a oferta de facilidades aos usuários e reforçar posição em um setor cada vez mais competitivo.
Na primeira fase, clientes do iFood passam a solicitar corridas da Uber diretamente pelo aplicativo. A partir de dezembro, o app da Uber também exibirá entregas de comida, mercado e outros itens sob a operação do novo parceiro. O recurso já está disponível para parte dos usuários em Belo Horizonte. A expansão vai ocorrer gradualmente até o fim de janeiro de 2026.
Processo avança com o fim do Uber Eats
A parceria marca, de certa forma, o retorno da Uber ao segmento de entregas de refeição. Em março de 2022, a companhia finalizou a operação do Uber Eats. A união entre as plataformas ocorre dessa forma em um momento de forte disputa por clientes e restaurantes, impulsionada sobretudo pela chegada de novos competidores internacionais.
Nesse cenário, a chinesa Meituan estreou no Brasil no fim de outubro com o aplicativo Keeta, em funcionamento inicial em Santos e São Vicente, no litoral paulista. A empresa promete investir US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões) em cinco anos para assim disputar espaço com os líderes do setor.
Outra concorrente que volta ao cenário é a 99Food, que operou por quatro anos no país e retorna como opção de delivery dentro do app da 99. A controladora Didi Chuxing pretende investir R$ 2 bilhões até junho de 2026 para reerguer a operação.
A Rappi também prepara uma ofensiva. A empresa anunciou um pacote de R$ 1,4 bilhão para ampliar a base de restaurantes e expandir sua atuação, hoje presente em 50 cidades, para 300. Com movimentos simultâneos e aportes elevados, o setor se torna ainda mais disputado — cenário em que a integração entre Uber e iFood busca garantir escala, conveniência e fôlego competitivo.
*Fonte: Revista Oeste