Antes do ano acabar, você precisa olhar para aquilo que está pesando muito mais do que a balança:
as feridas que você carrega desde a infância e continua repetindo na sua vida adulta.
Porque a verdade é que você não “come porque é ansiosa”…
Você come porque está tentando anestesiar uma dor antiga que nunca foi acolhida.
A ferida da rejeição te faz acreditar que você não é suficiente e aí você se sabota antes mesmo de tentar.
A ferida do abandono te faz buscar consolo em comida, compras, excesso… qualquer coisa que te dê a sensação de “não estou sozinha”.
A ferida da humilhação faz você sentir vergonha do seu corpo, e a vergonha te paralisa.
A ferida da traição te faz desconfiar até da sua própria capacidade de ser constante.
A ferida da injustiça te coloca num padrão rígido, perfeccionista… e quando você não consegue fazer tudo perfeito, você desiste.
E eu sei: você não fala sobre isso com ninguém.
E talvez nem perceba que vive obedecendo essas feridas nas pequenas escolhas do seu dia.
Mas antes do ano acabar, você precisa ouvir isso:
Não é o peso da comida.
É o peso da sua história.
É o peso do que você ainda não curou.
E enquanto você tentar mudar o corpo sem curar a alma… você vai continuar rodando em círculos.
As feridas emocionais influenciam:
- o que você come
- o que você tolera
- o que você aceita
- o quanto você se permite construir uma rotina
- o quanto você acha que merece viver leve
Por isso, antes do ano acabar, te faço um convite honesto e profundo:
Olhe para dentro.
Perceba qual ferida está dirigindo a sua vida.
Entenda o porquê de você repetir os mesmos comportamentos.
E dê um único passo consciente para romper esse ciclo.
Você não precisa curar tudo agora.
Só precisa parar de fugir.
A sua nova versão não vai nascer porque o calendário virou.
Ela nasce quando você escolhe se curar.
Por Annaïs Patriat