Manifestações globais em mais de 80 cidades ocorreram neste sábado, 6, enquanto a líder opositora se prepara para receber prêmio
Em meio à expectativa pelo Prêmio Nobel da Paz de 2025, que será entregue na próxima quarta-feira, 10, manifestações de apoio a María Corina Machado ocorreram em mais de 80 cidades neste sábado, 6.
A líder opositora da Venezuela, que permanece em local não revelado desde o ano passado, confirmou presença em Oslo, na Noruega, onde receberá em mãos a honraria anunciada em outubro.
O movimento global chamado “Marcha pela Paz e Liberdade” reuniu apoiadores de María Corina Machado, adversária política do ditador Nicolás Maduro, em diferentes partes do mundo. Em Barcelona, na Catalunha, cerca de 200 venezuelanos, ligados ao partido Vente Venezuela, fundado por María em 2012, participaram do ato.
Manifestação internacional a favor de María Corina

Além da manifestação na Espanha, protestos semelhantes ocorreram em cidades como Madri, Funchal, Utrecht, além de localidades na França, Itália, Reino Unido, Austrália, Canadá, Argentina, Peru e Colômbia. As mobilizações expressam solidariedade à líder opositora e demandam mudanças na Venezuela.
Esses protestos ocorrem em um cenário de agravamento das relações entre Maduro e os Estados Unidos, liderados por Donald Trump. O governo norte-americano intensifica pressões militares para que o ditador deixe o cargo, com ações no Caribe e no Pacífico contra embarcações, sob alegação de combate ao tráfico de drogas.
O republicano também ofereceu recompensa de US$ 50 milhões pela captura do ditador venezuelano. Em resposta, Maduro acusa Trump de querer controlar as reservas de petróleo do país, ao justificar suas ações com o combate ao tráfico internacional.
Em carta à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), enviada ao secretário-geral Haitham al-Ghais no domingo 30, Maduro denunciou supostas ações norte-americanas.
“A Venezuela denuncia formalmente perante a OPEP e o mecanismo OPEP+ que o governo dos Estados Unidos da América pretende apoderar-se das vastas reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo, por meio do uso de força militar letal contra o território, o povo e as instituições do país”, alegou o ditador.
*Fonte: Revista Oeste