BNDES aprova repasse de R$ 1,1 bilhão à CSN, mas não divulga condições do financiamento

O banco estatal de investimento não informou detalhes sobre prazos ou taxa de juros à Companhia Siderúrgica Nacional

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) autorizou um financiamento de R$ 1,13 bilhão para a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). O objetivo é promover a modernização das instalações localizadas em Volta Redonda, no Estado do Rio de Janeiro. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 29.

O valor aprovado envolve tanto o reembolso de investimentos já realizados pela CSN quanto a aquisição de novas máquinas e equipamentos. O banco afirmou que uma das linhas de crédito disponíveis permite o uso de recursos para despesas previamente efetuadas, caracterizando parte da operação como reembolso.

Falta de transparência sobre empréstimo do BNDES à CSN

Apesar de questionamentos, o BNDES optou por não divulgar informações detalhadas sobre prazos ou taxas de juros referentes ao empréstimo concedido à empresa.

De acordo com o banco, o projeto da CSN começou em 2023, atendendo exigências estabelecidas em um termo de ajustamento de conduta junto ao Instituto Estadual do Ambiente (INEA) do Rio de Janeiro.

O aporte do BNDES ocorre em um período de pressão para que a CSN reduza sua dívida. Em novembro, a agência S&P colocou a nota de crédito da companhia sob observação, mencionando que a redução da alavancagem tem ocorrido de forma mais lenta do que o esperado.

Na semana anterior, a CSN comunicou a venda de até 11,2% de participação na MRS Logística para sua própria mineradora, transação avaliada em R$ 3,35 bilhões.

Investimentos em sustentabilidade e capacidade produtiva

Do total liberado, R$ 625,8 milhões correspondem a reembolso de investimentos, incluindo melhorias como novos precipitadores e filtros nas instalações de sinterização de minério de ferro.

BNDES
BNDES não deu detalhes sobre o financiamento | Foto: Reprodução/Flickr

Segundo o BNDES, essas ações contribuem para diminuir emissões e melhorar o ar em Volta Redonda. “Além disso, o projeto inclui o reaproveitamento de matéria-prima e fortalece a cadeia produtiva nacional de equipamentos”, afirmou em nota José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES.

A unidade da CSN em Volta Redonda, fundada nos anos 1940 e situada a 141 quilômetros da capital fluminense, tem capacidade anual para produzir 5,8 milhões de toneladas de aço.

*Fonte: Revista Oeste