Maurício Galante afirma que o petista virou ponto de atenção de Washington por vínculo com o Foro de São Paulo
Em entrevista, o vereador Maurício Galante, brasileiro que atua na Câmara Municipal de Arlington, no Texas, afirmou que os Estados Unidos passaram a considerar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um alvo estratégico depois da operação militar que capturou o ditador Nicolás Maduro, na Venezuela.
“Lula corre risco imediato”, declarou. “Os EUA o enxergam como membro ativo do Foro de São Paulo. Aliás, entre os antigos líderes alinhados à organização, ele é o único que ainda está de pé.”
Segundo Galante, a ação que tirou Maduro do poder não se limitou ao cumprimento de um mandado judicial. Para ele, a ofensiva representou um recado direto à aliança que articula redes de narcotráfico, regimes autoritários e interesses hostis aos EUA.
Nesse contexto, o Brasil teria voltado a ocupar lugar central nos cálculos de segurança nacional de Washington. “A operação teve um impacto geopolítico enorme”, disse. “Desestabilizou organizações ligadas ao Foro de São Paulo e enfraqueceu a influência da China e da Rússia dentro do nosso hemisfério.”
De acordo com o vereador, as recentes atitudes de Lula contribuíram para aumentar a tensão entre os dois países. Uma delas seria o apoio explícito de Brasília a Delcy Rodríguez como nova presidente da Venezuela. Os EUA não reconheceram sua legitimidade em 2024, mas o petista decidiu validar sua liderança mesmo assim.
Galante também indicou Cuba como um dos alvos da política externa norte-americana na região. “Não sei se o regime vai cair por uma ação direta dos EUA ou por si só”, destacou. “Mas o petróleo e a gasolina que sustentavam a ilha vinham da Venezuela, e Cuba já está em frangalhos.”
Reações políticas nos EUA à intervenção na Venezuela
Por fim, o vereador abordou o embate político interno nos EUA. Ele ressaltou que os progressistas tentam retratar Donald Trump como um líder autoritário que violou a Constituição ao ordenar a intervenção sem aval do Congresso.
“Querem pintar Trump como um ditador”, destacou. “Mas o Partido Republicano e a maioria da população norte-americana sabem que a ação foi legal e necessária. Foi o cumprimento de uma ordem judicial.”
*Fonte: Revista Oeste