O ex-presidente caiu e bateu a cabeça durante a madrugada na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília
O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu traumatismo craniano depois de cair e bater a cabeça durante a madrugada desta terça-feira, 6, na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena.
O traumatismo craniano leve foi constatado depois de Bolsonaro passar mal em sua cela, segundo informações repassadas pelo médico Cláudio Birolini ao jornal O Globo.
Birolini explicou que a decisão de transferi-lo para o Hospital DF Star ocorreu com o objetivo de avaliar o quadro clínico do ex-presidente.
“Em vista da situação em que ele se encontra, quedas com traumatismos são uma de nossas maiores preocupações”, afirmou o médico. “Já havíamos alertado sobre esse risco”.
Michelle informou situação de Bolsonaro pelas redes sociais
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou inicialmente o episódio. Pelas redes sociais, ela informou que o ex-presidente sofreu uma crise de soluços enquanto dormia, o que o levou a cair e bater a cabeça em um móvel.
Michelle relatou que o atendimento médico ocorreu apenas depois de chamarem Bolsonaro para a visita, em razão das restrições na sala especial da PF. Na manhã desta terça-feira, a ex-primeira-dama compareceu à Superintendência da corporação, onde aguardou a chegada de um delegado para esclarecimentos sobre o atendimento inicial.
O cardiologista Brasil Ramos Caiado também foi chamado para avaliar Bolsonaro antes do encaminhamento ao hospital.
O registro de traumatismo craniano ocorreu dias depois de Bolsonaro ter recebido alta do mesmo hospital, onde ficou nove dias internado depois da cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral e bloqueio do nervo frênico, procedimento realizado para conter crises persistentes de soluço.
A internação anterior começou em 24 de dezembro e terminou em 1º de janeiro. Desde o retorno à custódia da PF, aliados do ex-presidente relataram melhora nas crises de soluço, apesar de queixas sobre dificuldades para dormir devido ao barulho do ar-condicionado da cela.
Reclamação sobre condições da cela
Diante desse problema, a defesa de Bolsonaro apresentou reclamação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados alegaram que o ruído prejudicava o descanso do ex-presidente e pediram adaptações no ambiente.
O ministro Alexandre de Moraes determinou, na segunda-feira 5, que a PF se manifeste em até cinco dias sobre as condições relatadas.
Preso desde o fim de novembro, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, determinada pelo STF por suposto envolvimento na chamada “trama golpista”.
*Fonte: Revista Oeste