‘Não estamos em guerra na Venezuela’, reforça presidente da Câmara dos EUA

De acordo com Mike Johnson, o presidente Donald Trump tem autoridade para mobilizar suas forças militares contra ameaças ao país

Em conversa com a imprensa nesta terça-feira, 6, o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, reforçou que o país não está em guerra na Venezuela e que não há uma ocupação em andamento.

O republicano também reforçou que o presidente Donald Trump tem autoridade para mobilizar forças militares, se posicionar contra ameaças ao país e fazer valer a lei dos EUA, conforme a Constituição do país.

Ele também rebateu as críticas por uma suposta ausência de comunicação das ações ao Congresso dos EUA. “Não há a necessidade de aprovação do Congresso para ações do tipo”, afirmou Johnson. “Eu fui comunicado pelo secretário Marco Rubio antes das ações […] Neste caso, a informação era tão sensível que as condições precisavam ser perfeitas.”

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Donald Trump, preisdente dos Estados Unidos | Foto: Reprodução/X

A fala de Mike Johnson reforça um posicionamento do presidente Donald Trump no dia anterior. Em entrevista ao canal norte-americano NBC News na segunda-feira 5, Trump afirmou que a Venezuela não realizará novas eleições nos próximos 30 dias. Segundo ele, antes de qualquer votação é necessário “consertar” a situação interna venezuelana.

“Temos que consertar o país primeiro, não dá para ter uma eleição, não há como as pessoas sequer votarem”, disse Trump, ao comentar a possibilidade de um pleito no próximo mês. “Vai levar um período de tempo, temos que devolver a saúde ao país.”

Trump também rejeitou a ideia de que os EUA estejam em guerra com a Venezuela. “Não, não estamos”, declarou. “Estamos em guerra contra pessoas que vendem drogas. Estamos em guerra contra pessoas que esvaziam suas prisões em nosso país e despejam seus dependentes químicos e esvaziam suas instituições psiquiátricas em nosso país.”

A declaração ocorre dois dias depois de forças norte-americanas capturarem o ditador venezuelano Nicolás Maduro em uma operação realizada na capital Caracas. Trump projetou um envolvimento de longo prazo dos EUA no país sul-americano e afirmou que a reconstrução da infraestrutura energética pode receber subsídios do governo norte-americano.

Segundo o presidente, empresas de petróleo poderão investir na recuperação do setor, com reembolso posterior por parte dos EUA ou por meio de receitas. “Vai ser muito dinheiro”, disse. “Uma quantidade tremenda de dinheiro terá que ser gasta, e as empresas de petróleo vão gastar, e depois serão reembolsadas.”

*Fonte: Revista Oeste