Para tentar evitar a captura, a tripulação pintou uma bandeira russa no casco, renomeou a embarcação e incluiu o navio no registro oficial de outra frota
Movimentações navais envolvendo Rússia e Estados Unidos intensificaram a tensão próxima à Venezuela, depois que um petroleiro, partindo do Irã, passou a ser alvo de perseguição militar norte-americana no Mar do Caribe desde o dia 21 de dezembro. O episódio ganhou novo capítulo quando Moscou enviou um navio de guerra, um submarino e outras embarcações com o objetivo de dar proteção ao cargueiro.
Fontes citadas pelo The Wall Street Journal e confirmadas anonimamente ao The New York Times por um oficial norte-americano detalharam o envio das forças russas. O navio, batizado de Bella 1, seguia para a Venezuela para buscar petróleo quando foi abordado pela Guarda Costeira dos EUA, que justificou a ação afirmando ter um mandado de apreensão, já que a embarcação não ostentava uma bandeira nacional reconhecida.
A Rússia enviou um submarino e navios de guerra para escoltar o Bella-1, um petroleiro que há semanas está fugindo da marinha dos EUA. Durante a fuga, o navio hasteou uma bandeira da Rússia e alterou o seu registro, aparecendo agora como sendo russo. Ele faz parte da “frota… pic.twitter.com/tOZ0aSxNtR
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) January 7, 2026
Reação da Rússia e manobras do petroleiro
Apesar das ordens norte-americanas, a tripulação do Bella 1 não permitiu o embarque, alterou o trajeto em direção ao Atlântico e passou a ser acompanhada de perto por navios dos EUA. Para tentar evitar a captura, a equipe pintou uma bandeira russa no casco, renomeou o petroleiro e incluiu o navio no registro oficial da frota da Rússia, além de Moscou enviar um pedido diplomático exigindo o fim da perseguição norte-americana.
No entanto, essas iniciativas não impediram a continuidade da escolta. Um vídeo divulgado pela emissora estatal russa RT, gravado na terça-feira 6, da ponte de comando do petroleiro, exibia o navio sendo seguido por uma embarcação da Guarda Costeira dos Estados Unidos em meio à neblina.
*Fonte: Revista Oeste