Caso apurava omissão de dados sobre gastos, visitas ao Planalto e uso de estrutura oficial
O Ministério Público Federal (MPF) arquivou o inquérito que investigava as decisões da Presidência da República que colocaram sob sigilo os gastos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da primeira-dama Janja e as informações sobre visitas dos filhos do petista ao Palácio do Planalto. A decisão partiu do gabinete do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A PGR tomou a decisão na virada do ano, por meio de despacho monocrático. A justificativa para o arquivamento também está sob sigilo. As informações são da revista Veja.
O MPF havia aberto a apuração em fevereiro para investigar a chamada caixa-preta criada no Planalto, com a decretação de sigilos de 100 anos. O procedimento mira “supostas irregularidades ocorridas na Presidência da República” em casos em que o Planalto sonegou informações que deveriam ser divulgadas pelas regras de transparência pública.
Os alvos da apuração sobre sigilo
Os investigadores buscavam os motivos que levaram o governo Lula a esconder informações sobre a quantidade de assessores que auxiliam Janja. Além disso, apuravam “o uso de sigilo com relação à visita dos filhos do presidente Lula ao Palácio do Planalto”.
O inquérito ainda mirava a sonegação de dados sobre o uso do helicóptero presidencial e gastos com alimentação no Palácio da Alvorada.
Em fevereiro de 2025, a revista Veja informou que o caso havia parado na assessoria criminal do gabinete de Gonet por envolver o presidente da República. Desde então, não houve novos avanços até o arquivamento.
*Fonte: Revista Oeste