Vorcaro nega envolvimento em ataques ao Banco Central

O dono do Banco Master também pediu ao STF a apuração de supostos vazamentos e ‘notícias falsas’ divulgadas contra ele

Em petição ao Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou que o empresário tenha relação com perfis de redes sociais que realizaram ataques coordenados contra o Banco Central (BC) e investigadores do caso Master.

A defesa direcionou a resposta ao ministro Dias Toffoli, relator do inquérito sobre a tentativa de venda do banco ao Banco de Brasília (BRB).

No documento, os advogados afirmaram que Vorcaro “nega veementemente qualquer envolvimento ou conhecimento sobre qualquer prática de difamação ou disseminação de fake news em face do Banco Central”.

Eles ainda garantiram que o empresário cumpre todas as medidas cautelares, mesmo considerando-as desnecessárias e injustas, além de colaborar com as investigações, tendo respondido a todas as perguntas em oitiva e acareação na Suprema Corte no dia 30 de dezembro de 2025.

Vorcaro se vê como alvo de difamação

Segundo a defesa, Vorcaro se vê como alvo de difamação e pede ao STF a apuração de supostos vazamentos e notícias falsas divulgadas contra ele e outros envolvidos no processo.

O pedido busca demonstrar que o empresário não participou de disseminação de notícias falsas ou crimes contra a honra, incluindo ataques a instituições regulatórias e seus representantes.

Nesta semana, a Polícia Federal iniciou apurações preliminares sobre 46 perfis que teriam realizado ataques simultâneos ao Banco Central e aos investigadores.

Caso sejam detectadas irregularidades, a polícia poderá instaurar um inquérito. O aumento dos ataques ocorreu durante a análise da venda do Banco Master ao BRB, especialmente em meio a conflitos judiciais entre investigadores e advogados no STF e no Tribunal de Contas da União (TCU).

Os influenciadores envolvidos vêm publicando conteúdos tendenciosos sobre o processo de liquidação do banco, direcionando críticas à atuação do Banco Central e aos desdobramentos do caso.

*Fonte: Revista Oeste