Senador também relata episódios de soluço e alerta para efeitos adversos de medicação
Durante visita nesta quinta-feira, 15, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que Jair Bolsonaro enfrenta uma sequência de soluços. O parlamentar, no entanto, relatou que o medicamento indicado para aliviar o sintoma pode provocar “desiquilíbrio que pode vir a acarretar uma queda”.
Preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por liderar uma suposta tentativa de golpe de Estado. Flávio, que é pré-candidato à Presidência da República, relatou que o pai tem enfrentado também dificuldades com ruídos constantes na cela.
O barulho, segundo ele, parte do sistema de ar-condicionado do prédio, que permanece ligado entre 7h e 19h. Para suportar o som, o ex-presidente recorre a um abafador durante quase todo o dia. Flávio criticou as condições e classificou o ambiente como uma forma de tortura.
“É inacreditável que em um prédio desse tamanho não tenha uma outra sala onde não tenha esse ruído”, disse o senador. “Isso é técnica de tortura, não tem outra palavra para o que estão fazendo com ele aqui.”
Advogados recorrem à OEA e pedem prisão domiciliar a Bolsonaro
Também nesta quinta-feira, um grupo de parlamentares e advogados encaminhou uma solicitação à Organização dos Estados Americanos (OEA) para que intervenha na situação de Bolsonaro.
Por meio da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), os signatários pedem a adoção de medidas cautelares que autorizem a substituição da prisão por regime domiciliar de caráter humanitário.
A petição argumenta que o ex-presidente precisa receber tratamento médico adequado. Nesse sentido, afirma que a transferência para casa evitaria risco iminente de morte sob responsabilidade do Estado.
O documento enviado à CIDH sustenta que Bolsonaro, por ser idoso e apresentar problemas crônicos de saúde, enfrenta um quadro clínico incompatível com a permanência em ambiente carcerário.
*Fonte: Revista Oeste