Mapa confirma foco de gripe aviária em Mato Grosso

Doença foi identificada em Acorizal e provocou ações emergenciais de contenção com apoio da Polícia Militar

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, na sexta-feira 16, a presença do vírus influenza aviária de alta patogenicidade (Iaap) em uma criação doméstica de aves de subsistência em Acorizal (MT).  

A morte repentina das aves levou o criador a acionar o Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) de Mato Grosso. Técnicos do órgão recolheram amostras e as enviaram ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, em Campinas (SP).

Segundo o Mapa, o Indea adotou as medidas previstas nos protocolos sanitários, incluindo a instalação de barreira na propriedade, controle de trânsito de pessoas e materiais e o abate sanitário das aves. As autoridades enterraram os animais sacrificados em valas apropriadas.

As instalações que abrigavam as aves passarão por desinfecção completa. Cerca de 30 servidores do Indea atuam no local em regime integral. Equipes do Mapa acompanham os trabalhos, com apoio da Polícia Militar para reforçar o controle da circulação.

Mato Grosso já estava em situação de emergência zoossanitária desde 24 de dezembro, depois de um foco semelhante em Cuiabá. Segundo o Indea, a propriedade afetada permanece em vazio sanitário, período de 28 dias em que o alojamento de novas aves está proibido.

O órgão reforçou que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro para a população. Além disso, informou que o episódio de Iaap não afeta a cadeia produtiva comercial do Estado.

Associações afirmam que foco não altera exportações

Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Proteína Animal e a Associação Mato-Grossense de Avicultura elogiaram a resposta rápida das autoridades. Nesse sentido, destacaram a manutenção da transparência no monitoramento sanitário.

Ainda segundo as associações, não há expectativa de impacto sobre as exportações brasileiras nem sobre o abastecimento interno de carne de frango e ovos.

Ambas reiteraram que a avicultura industrial brasileira opera com altos padrões de biosseguridade, o que protege as granjas comerciais da disseminação da doença.

*Fonte: Revista Oeste