Segundo o Ministério Público, o grupo teria desviado recursos das áreas de Saúde e Assistência Social por meio de empresas de fachada
Acusações de participação em uma organização criminosa marcaram o início da semana para o prefeito de Turilândia (MA), Paulo Curió, sua família e aliados políticos.
O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) apontou que o grupo teria desviado R$ 56 milhões dos cofres do município, localizado a pouco mais de 150 quilômetros de São Luís e com cerca de 33 mil habitantes.
Segundo o MP-MA, Paulo Curió chefiou e integrou um esquema que usava contratos fraudulentos para se apropriar de recursos públicos.
De acordo com a denúncia, o prefeito ainda teria manipulado licitações ao restringir a competição, além de ocultar a origem do dinheiro desviado por meio de empresas e pessoas interpostas.
Denúncia envolve familiares e aliados do prefeito
Além do prefeito, o MP-MA denunciou a primeira-dama, Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, a vice-prefeita, Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça, a ex-vice-prefeita, Janaína Soares Lima, o tio, José Paulo Dantas Filho, o pai, Domingos Sávio Fonseca Silva, o irmão, Marcel Everton Dantas Filho, a irmã, Taily de Jesus Everton Silva Amorim, a cunhada, Ritalice Souza Abreu Dantas e o cunhado, Jander Silvério Amorim Pereira.
A investigação ganhou força em 22 de dezembro, com a segunda fase da Operação Tântalo II, quando foram presos o prefeito, os 11 vereadores do município, um secretário e empresários.
O Ministério Público relata que o grupo teria desviado R$ 56 milhões das áreas de Saúde e Assistência Social por meio de empresas de fachada.
Na audiência do dia 8, os vereadores detidos optaram por não responder às perguntas dos promotores do Gaeco, exercendo o direito de permanecer em silêncio.
Apesar de seguirem em prisão domiciliar, continuam despachando normalmente da Câmara Municipal de Turilândia.
No dia da operação, buscas autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Maranhão resultaram na apreensão de aproximadamente R$ 5 milhões em dinheiro em espécie em endereços ligados aos investigados, conforme divulgado pelo Ministério Público.
Referências à mitologia grega
A escolha do nome da operação faz alusão ao personagem Tântalo, da mitologia grega, condenado a uma punição sem fim.
O Ministério Público do Maranhão afirmou que a metáfora representa o esquema, no qual contratos de bens e serviços não trouxeram benefícios reais para a população.
*Fonte: Revista Oeste