Presidente do partido afirma que estratégia tenta transferir responsabilidade eleitoral e pode expor ministra a desgaste
O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, afirmou que o plano do PT de lançar Simone Tebet como candidata ao governo de São Paulo neste ano representa uma “arapuca” política. Segundo ele, a estratégia pode comprometer a trajetória da ministra e principalmente não oferece garantias reais de sucesso eleitoral.
De acordo com o dirigente, o PT tenta atrair Tebet para fortalecer o palanque do presidente Lula da Silva no Estado. No entanto, Rossi avalia que a legenda não tem hoje uma liderança sólida em São Paulo. Esse fator aumentaria os riscos para qualquer aliado externo.
MDB: indiferenças petistas
Para o MDB, a movimentação petista não considera o histórico político da ministra nem a dinâmica local do maior colégio eleitoral do país. O presidente do partido sustenta que a candidatura poderia expor Tebet a uma disputa desigual e de alto desgaste.
Baleia Rossi afirma que Simone Tebet construiu capital político próprio dentro do MDB e no cenário nacional. Por isso, segundo ele, a proposta do PT soa como uma tentativa de transferir responsabilidades eleitorais sem oferecer estrutura suficiente para a campanha.
Além disso, o dirigente avalia que a iniciativa ignora acordos partidários e pode gerar ruídos na relação entre MDB e PT. Na visão da cúpula emedebista, a ministra não deve ser tratada como solução improvisada para dificuldades regionais dos aliados.
Nos bastidores, a leitura é de que uma candidatura em São Paulo exigiria amplo apoio partidário, alianças sólidas e um projeto claro. Sem esses elementos, o risco seria comprometer o futuro político de Tebet em disputas nacionais mais estratégicas.
Simone Tebet, por sua vez, tem afirmado que ainda não tomou decisão definitiva sobre seu próximo passo eleitoral. A ministra já indicou disposição para dialogar com diferentes forças políticas, mas evita assumir compromissos públicos antecipados.
Para Baleia Rossi, qualquer decisão precisa levar em conta não apenas o interesse eleitoral imediato, mas a preservação de lideranças com projeção nacional. Caso contrário, a suposta oportunidade pode se transformar em armadilha.
*Fonte: Revista Oeste