Polícia prende envolvido na morte de motorista de aplicativo em Rondonópolis (MT)

As diligências policiais prosseguem com o objetivo de identificar e prender um segundo suspeito

A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, efetuou, na manhã desta quarta-feira (11/02/2026), o cumprimento de mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar em desfavor de Michael Douglas de Paula Santos, de 27 anos, investigado pela morte do advogado e motorista de aplicativo Paulo de Souza Freitas Júnior, de 48 anos.

Conforme apurado, na noite do dia 05/02/2026, a vítima não retornou à residência e deixou de atender às ligações telefônicas, sendo registrado boletim de ocorrência noticiando seu desaparecimento.

Na manhã do dia 06/02/2026, o veículo da vítima foi localizado abandonado nas proximidades do Bairro Celina Bezerra. Durante a análise preliminar, constatou-se que os cintos de segurança do automóvel estavam cortados e que documentos que se encontravam no interior do veículo haviam sido incendiados.

Ainda na tarde do dia 06/02/2026, o corpo da vítima foi localizado em uma região de mata. Próximo ao local, foram encontrados os cintos de segurança retirados do veículo.

Após intenso trabalho investigativo, a equipe da DHPP identificou um dos autores do crime, representando junto à Primeira Vara Criminal pela decretação da prisão preventiva e expedição de mandado de busca e apreensão em seu desfavor. As medidas cautelares foram deferidas pelo Poder Judiciário.

Michael Douglas de Paula Santos foi localizado no Residencial Celina Bezerra, onde residem seus familiares, sendo preso e conduzido à unidade policial. Em interrogatório formal, ele confessou a participação no crime, relatando que, com outro indivíduo, acionou a vítima por meio de aplicativo de transporte com a intenção de praticar roubo.

Segundo o investigado, ao chegarem a um local escuro, anunciaram o assalto utilizando um simulacro de arma de fogo e uma faca. Diante da reação da vítima, foi aplicada uma gravata, momento em que ela perdeu a consciência. Em seguida, os suspeitos assumiram a direção do veículo e se deslocaram até uma região de mata, onde a vítima foi deixada, sendo posteriormente localizada já em óbito.

Embora o inquérito policial tenha sido inicialmente instaurado para apurar crime de homicídio, no decorrer das investigações ficou evidenciado tratar-se de crime patrimonial, configurando roubo seguido de morte (latrocínio), cuja pena prevista é de 20 a 30 anos de reclusão.

As diligências prosseguem com o objetivo de identificar e prender o segundo envolvido na ação criminosa.

*Fonte: PJC/MT