Companhia ligada ao esquema de fraudes na Previdência transferiu milhares de reais para posto investigado na Operação Carbono Oculto 86 apontado como braço da facção criminosa
Transferências de R$ 33,1 milhões feitas por uma empresa envolvida na farra do INSS a um posto de gasolina em Teresina (PI) estão sob investigação por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Técnicos da CPMI do INSS identificaram que a empresa Solução Serv e Tecnologia LTDA, vinculada a Natjo de Lima Pinheiro, transferiu o valor à Pima Energia Cegonha LTDA em um período de seis meses.
Natjo de Lima Pinheiro atuou como presidente e tesoureiro da Caixa de Assistência dos Aposentados e Pensionistas (Caap), uma das entidades acusadas de realizar descontos indevidos em benefícios previdenciários. A Solução Serv, controlada por ele, faz parte do grupo de empresas investigadas no esquema conhecido como farra do INSS.
Operação policial mira postos de gasolina em Teresina
A Pima Energia, responsável pelo posto HD 07 — também chamado de Posto Diamante 07 —, integra uma rede que foi alvo de operações policiais em novembro, quando autoridades estaduais e federais realizaram a Carbono Oculto 86. A ação focou indícios de lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis do Piauí. O posto, localizado no bairro Santo Antônio, permanece fechado desde então.
Entre novembro de 2024 e abril de 2025, a soma transferida seria suficiente para comprar cerca de 5,19 milhões de litros de gasolina, o que abasteceria de 7 mil a 8 mil veículos de passeio durante o período. O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), formalizou na sexta-feira 20, um pedido de quebra de sigilos bancário e fiscal da Pima Energia, ainda pendente de análise.
*Fonte: Revista Oeste