Desse total, Juiz de Fora (MG) concentra 58 vítimas, enquanto o município de Ubá (MG) contabiliza 6 mortos
Depois dos fortes temporais que atingiram a Zona da Mata mineira no início da semana, o total de vítimas subiu para 64, conforme balanço divulgado nesta sexta-feira, 27, pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Juiz de Fora (MG) concentra 58 dessas vítimas, e Ubá (MG) contabiliza seis mortos.
Enquanto isso, buscas continuam na tentativa de localizar três pessoas desaparecidas em Juiz de Fora (MG) e duas em Ubá (MG). O temporal mais intenso ocorreu entre segunda-feira 23 e terça-feira 24, deixando Juiz de Fora como epicentro dos estragos.
Na noite de quarta-feira 25, chuvas volumosas voltaram a provocar caos. O subsolo do Hospital de Pronto-Socorro foi inundado, ruas ficaram alagadas e deslizamentos de terra interditaram vias importantes, dificultando a atuação de serviços de emergência.
Prejuízos e riscos nas áreas afetadas de Minas Gerais

O Rio Paraibuna atingiu 4 metros de altura, levando a Prefeitura de Juiz de Fora a recomendar que os moradores evitassem circular em áreas próximas. Entre os prejuízos registrados, houve o desabamento de um prédio no bairro Vila Ideal e um deslizamento de terra no bairro Três Moinhos.
Ainda na noite desta quinta-feira, 26, a Defesa Civil orientou para a interdição de um trecho da Avenida Presidente Itamar Franco, acesso ao bairro Dom Bosco, depois de novos deslizamentos.
Dados da Prefeitura de Juiz de Fora mostram que mais de 4,2 mil pessoas permanecem desalojadas ou desabrigadas. O município decretou estado de calamidade pública desde a terça-feira 24, em razão dos danos causados pelas chuvas.
A Defesa Civil chegou a emitir alertas sobre o risco de temporais pouco antes dos eventos. Contudo, moradores relataram que nunca foram orientados quanto a procedimentos de emergência.
Juiz de Fora é a quarta cidade do país com maior número de alertas da Defesa Civil em 2026, totalizando 35. Além disso, lidera o ranking nacional de população em áreas de risco, com 128 mil pessoas.
*Fonte: Revista Oeste