O PIB per capita avançou 1,9% e chega a R$ 59,6 mil, de acordo com o instituto
A economia brasileira cresceu 2,3% em 2025 na comparação com o ano anterior, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o Produto Interno Bruto (PIB) totalizou R$ 12,7 trilhões.
O PIB per capita alcançou R$ 59.687,49, com avanço real de 1,9% em relação ao ano anterior. O resultado de 2025 veio em linha com a projeção do Ministério da Fazenda.
O desempenho indica desaceleração em relação a 2024, quando o PIB havia crescido 3,4%. Nos últimos meses, a atividade foi pressionada pelo patamar elevado dos juros.

Agro e indústria impulsionaram PIB de 2025
Segundo Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, quatro atividades — Agropecuária, Indústrias extrativas, Informação e comunicação e Outras atividades de serviços — responderam por 72% do volume total do Valor Adicionado no ano, segmentos menos impactados pela política monetária contracionista.
Todos os grandes setores registraram expansão no ano: a Agropecuária cresceu 11,7%, os Serviços avançaram 1,8% e a Indústria, 1,4%.
De acordo com o IBGE, o crescimento da Agropecuária foi impulsionado, sobretudo, pelo aumento da produção e da produtividade de diversas culturas, com destaque para o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que atingiram níveis recordes em 2025. A pecuária também teve contribuição positiva.
O desempenho do campo foi puxado pelo aumento da produção e da produtividade agrícola. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, culturas como milho (23,6%) e soja (14,6%) atingiram recordes na série histórica. A pecuária também contribuiu positivamente.

Na Indústria, o principal destaque foram as Indústrias Extrativas, com alta de 8,6%, impulsionadas pela maior extração de petróleo e gás. A Construção cresceu 0,5%, enquanto Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 0,4%.
As Indústrias de Transformação caíram 0,2%, pressionadas pela menor produção de derivados de petróleo, produtos de metal e bebidas.
Nos Serviços, todas as atividades apresentaram crescimento, com destaque para Informação e comunicação (6,5%) e Atividades financeiras (2,9%). Comércio (1,1%) e Administração pública (0,5%) também avançaram.
*Fonte: Revista Oeste