Conflito entra no 4º dia com ataques a Teerã, ações do Hezbollah, drones contra embaixada dos EUA e impactos no mercado global de petróleo
O Exército de Israel informou nesta terça-feira, 3, que realizou bombardeios contra o gabinete presidencial do Irã e contra o edifício do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano. De acordo com os militares, os ataques aéreos ocorreram durante a noite. Cerca de 100 caças lançaram mais de 250 bombas sobre o complexo.
Em nota, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que também atingiram o local onde se reúne o principal fórum decisório do regime iraniano na área de segurança, além de uma instituição responsável pela formação de oficiais militares e outras estruturas consideradas estratégicas. Até o momento, o regime do Irã não confirmou oficialmente as ações.
“O complexo de liderança do regime terrorista é um dos ativos mais seguros do Irã e se estende por várias ruas no coração de Teerã”, disseram as FDI, em nota oficial. O local é como o “quartel-general mais importante e central do regime terrorista iraniano”.
🎯STRUCK: The Iranian Regime’s Leadership Compound — the central headquarters have been dismantled
— Israel Defense Forces (@IDF) March 3, 2026
This command headquarters was one of the most heavily secured assets in Iran. The compound that housed the regime’s most senior forum was struck by the IAF overnight using precise… pic.twitter.com/4iW2xd71bC
As FDI disseram que “a liderança e os responsáveis pela segurança do regime terrorista reuniam-se frequentemente no complexo e, a partir dali, realizavam, entre outras coisas, avaliações da situação relativa ao programa nuclear iraniano e ao avanço do plano para destruir o Estado de Israel”.
Também nesta terça-feira, o ministro da Defesa israelense autorizou o avanço de tropas por terra para ocupar novas posições estratégicas no Líbano, com o objetivo de conter ataques contra cidades na região de fronteira. Israel ampliou suas ofensivas tanto no Líbano quanto no Irã, mirando instalações militares e de comunicação.
Conflito no Oriente Médio entra no 4º dia, depois da morte de Khamenei
O conflito no Oriente Médio, desencadeado pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o regime dos aiatolás do Irã, entrou no quarto dia. Há registros de bombardeios em Teerã e no Líbano, ataques do grupo terrorista Hezbollah contra bases israelenses e ações com drones direcionadas à embaixada norte-americana na Arábia Saudita.

Dois drones atingiram a representação diplomática dos EUA, provocando incêndio e danos materiais limitados. Já a embaixada norte-americana no Kuwait suspendeu temporariamente suas atividades.
O presidente Donald Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu advertiram que a guerra pode se estender por semanas. Enquanto isso, o Irã intensifica disparos de mísseis e drones contra Israel e contra bases americanas na região.
Israel também anunciou que concluiu, em outro bombardeio, uma série de ataques aéreos contra alvos militares do Hezbollah em Beirute, no Líbano. Os ataques atingiram depósitos de armas, centros de comando e equipamentos de “comunicações via satélite” pertencentes à divisão de inteligência do grupo terrorista libanês.
Yesterday, Hezbollah chose to join the Iranian regime in their terrorist fight against Israel.
— Israel Defense Forces (@IDF) March 3, 2026
Today, they have begun to see the consequences. pic.twitter.com/shNsoo85Ec
“Foram atingidos locais de comunicação usados pela organização terrorista Hezbollah como infraestrutura para o terrorismo, os quais a organização utilizava para realizar atividades terroristas, coletar informações e também para fins de propaganda”, disseram as FDI.
A imprensa libanesa noticiou que os estúdios do canal de notícias Al-Manar, pertencente ao Hezbollah, foram alvejados. Antes dos ataques, as FDI emitiram alertas de evacuação, “para mitigar os danos aos civis”, segundo o comunicado.
Desde o início dos confrontos, ao menos seis militares dos Estados Unidos e 787 iranianos morreram. A guerra já impacta o abastecimento global de petróleo e pressiona as bolsas internacionais.
*Fonte: Revista Oeste