Dono do Master voltou a ser preso em nova operação da Polícia Federal
Na decisão da nova prisão de Daniel Vorcaro, nesta quarta-feira, 4, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou monitoramento de críticos e jornalistas, além da ocultação de quantia bilionária ligada ao dono do Banco Master.
Ao descrever a “estrutura” do grupo no entorno de Vorcaro, o juiz do STF afirmou que a Polícia Federal (PF) apontou a atuação de “núcleos”.
“Segundo a autoridade policial, o esquema investigado apresenta quatro núcleos: (i) financeiro, responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro; (ii) de corrupção institucional, voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central; (iii) de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas interpostas; (iv) de intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades”, constatou Mendonça.
Além disso, a PF localizou uma invasão de sistemas, inclusive da própria PF, do Ministério Público Federal e falsificação de documentos públicos.
Decisão sobre Vorcaro menciona ocultação de dinheiro

A decisão também menciona a existência de um esquema voltado à ocultação de grandes volumes de recursos. A PF constatou a movimentação de mais de R$ 2,24 bilhões vinculados a estruturas associadas ao empresário. Segundo Mendonça, parte desses valores foi identificada em contas ligadas ao pai de Vorcaro, apontado pela investigação como responsável por estruturas utilizadas para ocultação patrimonial.
Para o ministro, o conjunto de elementos apresentados pela PF indica risco de interferência na apuração dos fatos.
Com base nesses fundamentos, Mendonça autorizou a prisão de Vorcaro no âmbito de nova fase da Compliance Zero.
A operação investiga crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos informáticos e atuação de organização criminosa.
*Fonte: Revista Oeste