Documentação caminha para apreciação no Congresso norte-americano
O governo dos Estados Unidos deve anunciar nos próximos dias a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, em inglês). O portal UOL divulgou as informações neste domingo, 8.
Conforme o site, o Departamento de Estado norte-americano já concluiu a documentação que sustenta a classificação das facções brasileiras. O material passou por diferentes órgãos do governo de Donald Trump e recebeu aval técnico antes de avançar para as etapas finais do processo.
Agora, o texto caminha para apreciação no Congresso. Depois, a medida ainda precisa ser formalizada com a publicação no Registro Federal.
O processo segue o mesmo modelo usado para classificar outras organizações criminosas da América Latina como grupos terroristas. Entre elas estão o Cartel de Jalisco, do México, e o Tren de Aragua, da Venezuela.
Como resultado, a inclusão de PCC e CV na FTO acarreta uma série de restrições. Entre elas estão o congelamento de ativos nos EUA e o bloqueio do acesso dessas facções ao sistema financeiro do país.
A designação também proíbe qualquer tipo de apoio material por cidadãos ou empresas norte-americanas, incluindo o fornecimento de armas ou recursos financeiros.
Governo Lula critica classificação de PCC e CV como terroristas
Segundo o UOL, o governo Lula tem manifestado oposição à eventual designação do PCC e do CV como organizações terroristas. Autoridades brasileiras argumentaram que as facções não possuem motivação política ou ideológica. Na avaliação da gestão petista, essa característica costuma ser associada ao conceito de terrorismo.
O Planalto também menciona preocupações com supostos impactos sobre a soberania brasileira. O governo cita o risco de ampliação da atuação norte-americana em operações contra o crime organizado na região.
Segundo o UOL, Eduardo Bolsonaro teria articulado nos bastidores para incentivar a classificação das facções nos EUA. O portal afirma que ele teria tratado do tema com os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, em busca de apoio à proposta.
*Fonte: Revista Oeste