Fachin diz que transparência não enfraquece o Judiciário

Declaração do presidente do STF veio na esteira dos mais recentes capítulos do escândalo que envolve o Banco Master

Durante um evento com magistrados, nesta terça-feira, 10, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, disse que a transparência não enfraquece o Judiciário, que hoje enfrenta uma “crise de confiança pública”.

Fachin se reuniu com presidentes de tribunais superiores e de segunda instância.

De acordo com o presidente do STF, a Justiça precisa responder às expectativas da sociedade por maior eficiência, igualdade perante a lei e responsabilidade institucional.

Ao abordar o tema da legitimidade do Poder, o ministro afirmou que o respaldo da sociedade é um elemento essencial para a magistratura.

“Os privilégios funcionais existem como depósito da confiança pública, e só se sustentam enquanto essa confiança existir”, declarou.

As falas vieram na esteira da discussão sobre penduricalhos e dos mais recentes capítulos do escândalo do Master, no qual o dono do banco, Daniel Vorcaro, trocou mensagens com o ministro Alexandre de Moraes, sobretudo no dia em que foi preso.

Fachin cita os desafios do Judiciário

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Abertura do Ano Judiciário, no STF – 2/2/2026 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

No discurso, Fachin mencionou os principais desafios enfrentados pela Justiça.

“No debate atual sobre o Judiciário brasileiro, frequentemente se mencionam quatro desafios principais: morosidade processual, crise de confiança pública, governança institucional complexa e controvérsias sobre o regime remuneratório e os chamados ‘penduricalhos’”, observou.

Fachin também disse que o encontro ocorre em um contexto de tensão institucional. Conforme ele, há discussões em curso sobre benefícios e remuneração de juízes, além de questionamentos sobre os limites estabelecidos pela Constituição.

“Sabemos que este encontro acontece em um momento de tensão”, constatou o presidente do STF. “Há um debate em curso sobre remuneração, sobre benefícios, sobre o que a Constituição permite e o que ela veda.”

*Fonte: Revista Oeste