Netanyahu afirma que ofensiva aliada está ‘quebrando os ossos’ do regime iraniano

Primeiro-ministro de Israel celebra impacto da guerra no 11º dia de combates

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou nesta terça-feira, 10, que as operações militares coordenadas com os Estados Unidos desestruturaram profundamente a espinha dorsal do regime em Teerã. Em comunicado oficial, o premiê sustentou que as ações tomadas até o momento visam permitir que o povo iraniano se liberte da tirania dos aiatolás. “Estamos quebrando seus ossos e ainda estamos ativos”, enfatizou o líder israelense, reforçando que a capacidade de reação do inimigo sofre danos irreversíveis a cada nova onda de ataques.

A ofensiva aliada entrou em seu 11º dia com sinais divergentes sobre a duração do embate. Enquanto Benjamin Netanyahu foca na destruição estrutural do adversário, o presidente americano Donald Trump afirmou nesta segunda-feira, 9, que o conflito caminha para uma conclusão iminente. Segundo a Casa Branca, o Irã perdeu sua Marinha, suas comunicações e sua Força Aérea, restando apenas mísseis dispersos e uma rede de drones em ruínas. Entretanto, a Guarda Revolucionária iraniana rebateu as declarações, afirmando que o poder de determinar o cessar-fogo pertence exclusivamente a Teerã.

Sucessão em Teerã e ceticismo diplomático

O cenário político iraniano tenta se reorganizar com a confirmação de Mojtaba Khamenei, de 56 anos, como o novo líder supremo. O clérigo assume o posto vago desde o dia 28 de fevereiro, quando seu pai, Ali Khamenei, morreu durante os primeiros bombardeios realizados por Israel e Estados Unidos. A escolha de Mojtaba, realizada pela Assembleia de Especialistas, sinaliza uma linha dura contra o Ocidente, descartando qualquer tentativa de diálogo imediato com Washington.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, manifestou ceticismo sobre uma solução diplomática, citando a “experiência amarga” com os americanos. Para Araghchi, os Estados Unidos fracassaram no plano original de derrubar o regime em apenas três dias e agora enfrentam um impasse estratégico. Enquanto Benjamin Netanyahu mantém a pressão bélica para garantir a asfixia militar do país persa, a nova liderança iraniana utiliza a retórica da resistência para tentar unificar as forças remanescentes e prolongar o desgaste das tropas aliadas na região.

*Fonte: Revista Oeste